No terceiro dia da greve dos bancários 15 das 18 agências de Jaú fecharam as portas. A Caixa Econômica Federal da rua Tenente Lopes e o Bradesco não aderiram à paralisação naquele município, segundo o Sindicato dos Bancários de Jaú e Região/FEEB/UGT.
Nas cidades próximas a Bauru, houve fechamento de agências em Agudos, Iacanga, Lençóis Paulista, Piraju, Lucianópolis, Fartura e Santa Cruz do Pardo. Em Bauru, 40 agências permaneceram fechadas ontem, de acordo com balanço do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, que abrange 49 municípios, entre eles, 18 da região.
Em Botucatu, 14 agências não abriram. As exceções foram Bradesco que abriu depois das 12h30 e a unidade da Caixa da Vila dos Lavradores, cujos funcionários não aderiram à paralisação, conforme sindicalistas de Jaú.
Houve adesões à greve de seis agências de São Manuel, fechamento de 4 das 7 agências de Barra Bonita, 4 aderiram à greve das 5 de Bariri, uma entrou em greve em Arealva e duas de Bocaina, de acordo o presidente do Sindicato dos Bancários de Jaú, José Antonio Gamba, cuja base é composta de 1.300 trabalhadores. O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região pleiteia aumento de 23% mais a recuperação das perdas salariais comuns a todos os bancos (17,75%). Já o Sindicato dos Bancários de Jaú e Região quer reajuste de 10,25%, além de melhoria das condições de trabalho e maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) lamenta a greve e não comenta sobre o número de agências fechadas. A proposta patronal é de reajuste salarial de 6%, correspondente à reposição da inflação e aumento real.