07 de julho de 2026
Saúde

Conta-Gotas


| Tempo de leitura: 3 min

? Útero de mãe para filha

Médicos na Suécia realizaram na semana passada o primeiro transplante mundial de útero de mãe para filha. A Universidade de Gotemburgo disse que duas mulheres suecas, ambas na casa dos 30 anos, receberam úteros de suas mães, em cirurgias realizadas em um hospital no oeste da Suécia durante o fim de semana. A identidade das mulheres não foi revelada. Uma das mulheres teve seu útero removido há muitos anos devido a um câncer cervical, enquanto a outra nasceu sem útero, explicou a universidade em um comunicado.

?Função restabelecida

A universidade disse que estima que entre 2.000 e 3.000 mulheres em idade fértil só na Suécia eram incapazes de gerar filhos devido à falta de um útero. A equipe médica disse que a qualidade do útero foi controlada pelos ovários e pelos hormônios e, em teoria, um útero pós-menopausa transplantado poderia carregar um bebê. Uma das duas transplantadas, identificada apenas pelo nome de Anna, disse que sabia que alguns poderiam criticar a operação por razões éticas, mas para ela significava simplesmente restaurar uma função corporal, da qual ela tinha sido privada pelo câncer.

? Americanos obesos

Se os americanos mantiverem os hábitos atuais de alimentação e exercício, os historiadores do futuro vão olhar para o início do século 21 como a idade de ouro dos esbeltos. O mais recente de uma longa série de relatórios sobre a epidemia da obesidade nos Estados Unidos apresenta o quadro sombrio de costume da atualidade, em que 35,7% dos adultos e 16,9% das crianças entre 2 e 19 anos estão obesos, assim como os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) informaram no início deste ano.


? Aumentam riscos de doenças

Com base nos dados de obesidade do CDC por Estado, lançados em agosto, o "F as in Fat" projeta taxas de obesidade de pelo menos 44% em todos os Estados e de mais de 60% em 13 Estados. Como a obesidade aumenta o risco de inúmeras doenças, de diabete tipo 2 ao câncer de endométrio, isso vai significar mais pessoas doentes e custos médicos mais elevados, observa o relatório, divulgado terça-feira passada. Em particular, ele projeta ao menos 7,9 milhões de novos casos de diabetes por ano, em comparação com 1,9 milhão de novos casos nos últimos anos. Também pode haver 6,8 milhões de novos casos de doença cardíaca crônica e infarto a cada ano, em comparação com 1,3 milhão de novos casos por ano atualmente.

? Mortalidade infantil cai 73%

No Brasil, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos caiu 73%, nas últimas duas décadas, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Os dados do Brasil colocam o País em quarto no ranking de avanços, atrás apenas da Turquia, do Peru e de El Salvador na relação das nações que mais obtiveram conquistas na prevenção de doenças infantis. Em 1990, foram registradas 58 mortes em cada grupo de 1.000 crianças. Já em 2011, foram registradas 16 mortes para cada 1.000 crianças. No entanto, no Brasil as famílias ainda perdem muitos bebês devido às chamadas causas neonatais ? problemas ocorridos no pós-parto.

? Queda foi geral

Os dados estão no Relatório de Progresso 2012, intitulado "O Compromisso com a Sobrevivência da Criança: Uma Promessa Renovada". A publicação também menciona o elevado número de mortes de crianças devido à diarreia e à pneumonia, assim como a doenças sem definições específicas. O relatório pode ser lido na íntegra no site do Unicef. Nos últimos 20 anos, houve queda da mortalidade infantil na maior parte dos países examinados pelo Unicef, segundo a publicação. Os dados mostram que as mortes de crianças com menos de 5 anos caíram de 12 milhões, em 1990, para 6,9 milhões, em 2011.