10 de julho de 2026
Internacional

Paquistão pede assassinato de autor do filme anti-islamita


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Islamabad - O ministro das Ferrovias do Paquistão, Ghulam Ahmad Balor, ofereceu uma recompensa de U$ 100 mil (R$ 200 mil) pela morte do responsável pelo filme norte-americano “Inocência dos Muçulmanos”, que é apontado como estopim de uma onda de manifestações em mais de 20 países árabes e muçulmanos.  Ele afirmou que “pagaria a recompensa do próprio bolso”.

No Paquistão, 19 pessoas morreram anteontem em confrontos com a polícia em protestos contra o filme, que foi produzido nos Estados Unidos e satiriza a figura do profeta Maomé.

Por causa da violência, países como Brasil, EUA e França decidiram fechar as suas representações diplomáticas no Paquistão.

Também ontem, policiais prenderam na cidade de La Rochelle, no oeste da França, um homem suspeito de ter sugerido a decapitação do editor do semanário “Charlie Hebdo”, que publicou, na última quarta, charges com o profeta Maomé, principal símbolo do islamismo. 

 

Violência na Líbia

Pelo menos onze pessoas foram mortas e mais de 60 ficaram feridas em um dia de fortes protestos e violência registrado na Líbia.  A milícia islâmica salafista Ansar al-Sharia foi expulsa da cidade de Benghazi, ontem, em uma ação que marca o aumento dos protestos contra grupos armados.