Ele, um solteirão convicto. Ela, uma garota recém-saída de um namoro de dois anos. Eles já se conheciam, mas nunca haviam “notado” a presença um do outro. Até que tudo aconteceu naturalmente.
E três anos depois do primeiro encontro, é a vez do casamento unir ainda mais a história da publicitária Paola Almeida da Silva, 27 anos, e do técnico em eletrônica Marco Aurélio Barnabé Alves, 29 anos. História compartilhada pela família e amigos e contada aos leitores e convidados pelo Jornal da Cidade.
Contada pelo jornal? Sim, porque os noivos decidiram incluir o JC como parte da decoração e mimo aos convidados, já que a união foi marcada para hoje, às 9h, e comemorada inicialmente com um café da manhã. “E todo café da manhã de domingo que se preze tem de ter a leitura do jornal para acompanhar”, brinca Paola.
À segunda vista
Marco confessa que Paola foi o seu primeiro relacionamento sério. Ele conhecia a publicitária, mas foi em uma festa que seu coração se alegrou com a presença da moça.
“Antes dela eu só queria saber de noitadas. Inclusive o amor que minha família sente por ela se deve um pouco por ela ter me transformado em um homem mais tranquilo e caseiro”, conta, com bom humor.
Mas, como nem tudo são flores, o casal passou por alguns obstáculos no começo. “Por ser a minha primeira namorada, o início foi difícil para mim. Eu estava acostumado a sair sempre sozinho e aquela coisa de dar satisfação foi um pouco complicada”, lembra Marco.
E para ela a história não foi diferente: “Nos primeiros meses eu cheguei a pensar que o romance não fosse durar muito, principalmente por causa da sinceridade dele. Imagine que uma vez eu me arrumei toda achando que iria agradá-lo e ele disse que meu tênis estava sujo e feio. Ele é muito espontâneo e isso foi difícil para mim no início. Mas eu entendi que isso não era maldade, e sim o jeito dele. E confesso que muitas das coisas que ele me dizia eram verdade”, recorda-se também com bom humor.
E o segredo para driblar as diferenças e subir ao altar? Segundo o casal, amor, diálogo e respeito.
Toque especial
Convites, lembrancinhas, enfeites, docinhos, detalhes e mais detalhes. Tudo feito artesanalmente. Há seis meses, Paola, Marco, seus familiares e os amigos se uniram para deixar o casamento com a “cara dos noivos”.
Paola, que trabalha com eventos há sete anos, lembra que o casamento é um mercado muito grande e cada vez mais especializado. E uma das tendências é a comemoração ter a cara de quem vai dizer o “sim”.
“Esses detalhes, todos feitos por nós, criou um vínculo muito grande entre as pessoas da família”, afirma a noiva.
Família
E por falar em família, o sonho do casamento mantido pelo casal teve total apoio e incentivo de ambas. Segundo Marco, o casamento de seus pais, juntos há 30 anos, é um exemplo. “Sou filho de pastor e cresci ouvindo que deveria casar e constituir família. Estou feliz por isso”.
A luz do sol da manhã e uma chácara como cenário darão o toque romântico pretendido pela noiva. E os exemplares do JC distribuídos aos convidados com a história dos jovens estampada nesta edição garantem a criatividade e a singularidade da união.