11 de julho de 2026
Articulistas

Da tradição à inovação - o que as empresas têm a aprender com os novos profissionais

Mônica de Oliveira Rocha
| Tempo de leitura: 2 min

Não há outra maneira de construir a cultura de uma empresa a não ser pelo tempo. O conjunto de experiências, hábitos, costumes e valores de uma corporação são frutos de suas experiências de atuação no mercado e de sua atitude diante das transformações ao longo dos anos, além de seus direcionadores estratégicos. Desta maneira, a cultura determina como a empresa irá atuar e se posicionar na sociedade. Ela é transmitida aos funcionários quase que silenciosamente, através do trabalho do dia a dia, da sua história, da comunicação e da seleção de seus profissionais. O grande desafio para as organizações, principalmente para aquelas que já conquistaram um longo tempo de atuação no mercado, é não cair no conforto da tradição, confiando que, por terem alcançado um dia padrões de excelência, não necessitam mais abrir espaço para a inovação. Além de criar espaço para despertar a criatividade em todos os que trabalham na empresa, uma boa fonte para abrir caminhos para as novas ideias é apostar no que pensam os novos profissionais.

Trata-se de um desafio, pois envolve o risco de colocar à prova conceitos e soluções que foram construídos com a tradição. No entanto, é justamente dessa tensão entre as duas forças opostas - tradição e inovação - que provém a energia necessária para mudanças e transformações, essenciais a uma vida corporativa saudável e sustentável. Uma das oportunidades que uma empresa tem para introduzir novos pontos de vista a sua cultura são os programas de estágio. Ao se abrir para o que esses profissionais pensam, a organização quebra o paradigma de uma transmissão hierárquica e vertical da cultura organizacional, e passa a absorver as novidades diretamente de pessoas muito parecidas com os clientes e outros públicos com os quais irá se relacionar no futuro.

É nesse espírito que empresas centenárias, como a CPFL Energia, aliam a tradição e a experiência de mercado à inovação. Na CPFL, o estagiário tem a chance de expor suas ideias e interagir com as lideranças para desenvolver o sentimento de pertencer ao grupo e algumas das competências valorizadas pelo mercado. Em contrapartida, a organização também abre espaço para que as ideias desses novos profissionais aperfeiçoem processos, transformando o estágio em uma oportunidade de receber as novas influências de uma sociedade em constante transformação.

A autora, Mônica de Oliveira Rocha, é gerente de Desenvolvimento de Pessoas da CPFL Energia