Fala-se em UPAs, na Bela Vista, no Mary Dota etc., para que tantas parafernálias se esta semana vi uma família chorar a morte de um senhor no UPA do Mary Dota porque não tinha vaga para ele no hospital? O caso dele era estável, tão estável que ele acabou morrendo, dentro do UPA do Mary Dota. Uma jovem com 28 mil de leucócitos, dor na barriga e nas costas, com perda de peso, está aguardando para ser atendida e fazer exames para ver o que ela tem.
Tome vergonha na cara, Augusto, pois o povo está morrendo. Lhe pergunto: se fosse sua irmã ou seu pai, o que você faria? Fala-se em UPAs e não se fala em hospitais dignos para atender à população. Sabendo que UPA é para urgência e emergência, estar morrendo não é urgência, urgência é estar na prefeitura recebendo alto salário (que sai dos nossos bolsos).
Todos temos direito a viver, a cuidar de nossa saúde com dignidade, será que terei que explicar que uma coisa puxa outra?! Qualquer pessoa perde a cabeça e arrebenta tudo ao ver um ser humano, um ente querido, morrer pelo descaso de uma vaga em hospital, aí vem a violência, vem o desgosto de sermos pobres, por tudo isso temos que morrer, é esta a sentença para os pobres, somos nós que enchemos o bolso dos ricos.
Somos nós que mais uma vez você quer enganar, mas a mim você não engana, e digo, como porta-voz do povo pobre: vocês, gente humilde, vão se deixar enganar novamente com falsas promessas, ver seus pais, irmãos morrerem aos seus olhos, como se nós não fôssemos ninguém? Pensem, pensem muito, pois temos um trunfo nas mãos: "o voto".
Mara Regina Livramento Cardoso