11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bancários de instituições privadas aprovam fim de greve em Bauru, SP, Rio e BH

Por Da Redação JCnet | Com Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Os bancários de São Paulo que trabalham em instituições privadas aprovaram em assembleia na noite de ontem o fim da greve da categoria, que teve início no dia 18. Na terça-feira, a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) propôs ao Comando Nacional dos Bancários um reajuste de 7,5% para os salários, o que representa um aumento real de 2%.

A oferta dos banqueiros agradou aos sindicalistas que sinalizaram o fim da greve. Até o momento, os bancários de instituições privadas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Rondônia, Roraima e Rondônia confirmaram as perspectivas do Comando Nacional e decidiram aprovar a proposta da Fenaban e voltar ao trabalho quinta-feira.

O mesmo ocorrerá em Bauru. Embora tenham rejeitado a proposta da Fenaban, os trabalhadores dos bancos privados decidiram seguir a decisão da maioria e retornarão ao trabalho a partir de amanhã.

As assembleias de funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil ocorreram separadamente por conta das demandas específicas dos bancários das duas instituições. Até o fechamento desta edição, trabalhadores da Caixa em Bauru, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília já haviam decidido pela continuidade da greve.

“Nossas reivindicações continuam. A partir das 8h da manhã, nos concentraremos em frente à agência da Caixa da avenida Nações Unidas e em frente ao BB da rua Primeiro de Agosto para dar continuidade ao movimento”, adianta Marcos Lenharo, diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, vinculado ao Conlutas.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, os funcionários dos bancos privados representam quase 90% do total dos bancários de São Paulo. Ao todo, a categoria tem 500 mil trabalhadores no País, sendo 138 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

No final de agosto, a Fenaban havia apresentado proposta linear de reajuste de 6%  para salários, pisos e benefícios. O pedido dos trabalhadores anteriormente era de 10,25% de reajuste salarial, sendo 5% de aumento real. Em 2011, de acordo com Cordeiro, a categoria ficou parada por 21 dias e recebeu aumento real de 1,5%. Neste ano, com oito dias de mobilização, os bancários conseguiram aumento real de 2%.

Entre outras coisas, a Fenaban propôs, além do aumento salarial, reajuste de 8,5% (2,95% de aumento real) para piso salarial, vale alimentação e vale refeição. O piso do caixa passa de R$ 1.900,00 para R$ 2.056,89. O vale alimentação passa de R$ 339,08 para R$ 367,92. O vale-refeição vai de R$ 19,78 para R$ 21,46 por dia. O aumento proposto pela Fenaban para a parte fixa da participação nos lucros e resultados (PLR) e para o teto do adicional foi de 10% (aumento real de 4,37%). A PLR adicional é de 2% do lucro líquido distribuído de forma linear.