10 de julho de 2026
Esportes

Noroeste: Investidores podem ?salvar?

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

A luz no fim do túnel que Toninho Gimenez procurava pode ter surgido. Pelo menos é o que o presidente em exercício do Noroeste acredita. O dirigente revela que um grupo de investidores – não revelou o nome – mostrou interesse em assumir o futebol do Norusca, salvando o clube da agonia financeira em que se encontra após a saída da família Garcia, que comandava e financiava o clube. “Não podemos divulgar nada, mas tem algumas pessoas interessadas. Vamos ter reunião a partir da semana que vem. É um grupo de empresários, investidores, que felizmente nos procurou. Achei que estávamos abandonados, não estamos tanto assim”, comemora Gimenez.

O presidente afirma que, por enquanto, as negociações estão no início, mas vê boas perspectivas de que as conversas evoluam. Gimenez revelou que deve convocar uma reunião do Conselho Deliberativo para a próxima quinta-feira, às 18h30, na sede do clube, e um dos assuntos obrigatórios será o possível aporte de grupo de investidores. Um dos nomes especulados é o do empresário Júlio Fressato, dono da empresa Julio Sports, que já investiu, por exemplo, no Marília, e é empresário dos irmãos Alecsandro (Vasco da Gama) e Richarlyson (Atlético-MG). “Ficaria muito feliz com a vinda dele. Se ele tiver interesse, tem meu telefone e sabe onde moro. Pode me procurar”, declara Gimenez.

 

Transferência de patrimônio

O presidente alvirrubro revela também o intuito de transferir para a Prefeitura o patrimônio do clube, o Complexo Damião Garcia, como forma de desonerar o “custo Noroeste”. O poder público municipal assumiria o controle e ficaria responsável pela manutenção da estrutura do local. “Temos a reunião do Conselho e esse assunto faz parte da pauta”, destaca Gimenez. De acordo com Gimenez, não existe entrave jurídico na operação, pois, segundo o dirigente, o estádio é legalmente do clube. “Tem um contrato de compra com a União, que está no nome do Noroeste. Tem o contrato, o que não tem é escritura”, explica. “O contrato tem valor jurídico, legal. O estádio é do Noroeste”, reitera.

Gimenez também descarta qualquer possibilidade de penhora do estádio. “Estatutariamente, pelo contrato que temos com a União, o estádio é impenhorável, só pode ir para a Prefeitura. Se o Noroeste fechar, quebrar, o estádio só pode ir para a Prefeitura”, define. O presidente deve marcar eleição para a diretoria executiva para a segunda semana de outubro.

 

Célio Silva e mais três fazem jogo de despedida

O sub-20 do Noroeste enfrenta o Guarani hoje, a partir das 15h, no Estádio Alfredo de Castilho, com entrada gratuita. A partida marcará a despedida de boa parte da comissão técnica da base alvirrubra, que teve o sub-15 e sub-17 desativados nesta semana. Despedem-se hoje o observador e ex-zagueiro do Corinthians e Seleção Brasileira, Célio Silva, o preparador físico Thiago Riato, o fisioterapeuta Antônio César Prando Filho, o roupeiro Éverton Uru e o preparador de goleiros Wiliam Mendes. Os técnicos Guilherme Talamoni (sub-15) e Sérgio Claveiro (sub-17) e o preparador físico Guilherme de Paula já foram desligados anteriormente.

O sub-20 do Noroeste é o quarto colocado do Grupo 12, com um ponto. Após partida de hoje, somente Luciano Sato, novo treinador do sub-20, permanecerá na base.

 

Torcedores doam alimentos

O apelo do gerente de futebol do Noroeste, João Gonçalves, anteontem, surtiu efeito. Torcedores noroestinos procuraram o clube, ontem, para contribuir com a manutenção da categoria de base – leia-se sub-20 -, que corria risco de até passar por racionamento de alimentos. Ontem, três torcedores foram até o clube e doaram juntos 80 quilos de arroz, nove litros de óleo, sete quilos de macarrão e 22 quilos de feijão. Os alimentos serão usados para a preparação das refeições dos garotos do sub-20 nos próximos dias. “Foi uma medida emergencial, diante da situação do clube. Não teríamos alimento no refeitório por mais de 20 dias da maneira como estava”, comenta.

Além disso, João Gonçalves revela que não será necessária a campanha do quilo que cogitou fazer nas partidas do Noroeste em Bauru, pedindo aos torcedores que levassem um quilo de alimento para ser estocado e manter em dia as refeições do sub-20 do time, única categoria de base mantida no Alfredão. “Empresários do setor alimentício entraram em contato conosco, se comprometeram a ajudar e vamos ter garantido o abastecimento para os garotos até janeiro, quando ocorre a Copa São Paulo de Juniores”, festeja Gonçalves. “A medida de solicitar a doação de alimentos no dia do jogo, felizmente, não será necessária”.