O programa de pet terapia da Sorri Bauru teve início no 1º semestre do ano de 2012 e é uma parceria entre a entidade e o curso de medicina veterinária da Unip Bauru. Atualmente, atende crianças de 8 a 16 anos com deficiências intelectuais, autismo, transtorno de déficit de atenção, mas a meta é crescer e atingir mais pessoas, com diferentes idades e tipos de deficiências, informa a assessoria.
De acordo com a Sorri, o contato com o bichinho influencia no desenvolvimento de vínculos afetivos, aspectos psicossociais, socialização, autoestima, regras, comportamento, higiene, hábitos alimentares, interação, medos, e outros ganhos.
Os atendimentos são conduzidos pela equipe de psicologia da Sorri-Bauru e acompanhado pela equipe de professoras do curso de medicina veterinária da Unip, que trazem até a instituição animais como, cachorros, tartarugas, camundongos, calopsitas e até uma ovelha.
As estratégias de atendimentos são interligadas entre a medicina veterinária e a psicologia, afirma a coordenadora da área de psicologia da Sorri-Bauru, Gilda Nex Alves. E ainda completa, “A Sorri está sempre em busca de inovações, e a pet terapia era um sonho antigo. Encontramos na Unip pessoas que compartilham dos mesmos objetivos e ideais. Apesar do pouco tempo notamos a facilidade de interação das crianças com os animais”.
Experiência
“É muito gratificante vir aqui, esperamos o dia de vir, já conseguimos notar muita diferença nas crianças. Durante as férias, sentimos muita falta, criamos vínculos aqui,” relata a professora do curso de medicina veterinária da Unip, Annelize Camplesi dos Santos.
A também professora do curso da Unip, Silvia Pedrini, afirma que a experiência está sendo ótima, “algumas crianças no início tinham muito medo dos animais, não interagiam com outras crianças, nem com a gente, mas depois de algumas intervenções passaram a brincar com os animais, a conversar, com os amigos e conosco.”