Segundo levantamento feito pelo Sebrae de Minas Gerais e a Jucemg (a junta comercial do Estado), 35.680 pequenos negócios formais encerraram suas atividades entre 2010 e 2011.
O estudo mostra que o número de MEIs (Microempreendedores Individuais, que faturam até R$ 60 mil por ano e não têm sócio) que tiveram de abandonar seus estabelecimentos aumentou em 260% no período. Entre os micro e pequenos empresários, também houve um crescimento nas desistências: 25%.
Do total de registros cancelados, 84% eram micro e pequenas companhias (30.285) e 15%, empreendedores individuais (5.395).
Comércio
A maior parte dos negócios que fecharam as portas tinham atividades no comércio, 58%, o que representou 20.577 empresas.
Na sequência, vieram os setores de serviços (32%) e indústria (10%), com 11.383 e 3.720 companhias extintas respectivamente.
A pesquisa revela ainda que os empreendedores individuais foram os que mais sucumbiram prematuramente. Entre eles, 65% cancelaram seus registros após um ano do início da formalização das atividades.
Entre todos os empreendimentos extintos, 244 se transferiram para outros Estados e outros 52 viraram sociedade simples (modalidade na qual estão incluídas atividades de natureza intelectual, científica ou artística).
Pesquisa
O levantamento do Sebrae-MG foi feito com base nos dados da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais, registrados até o dia 28 de fevereiro deste ano.
Foram analisadas as informações de empresas matrizes e dos sócios, cadastrados no Nire (o documento de identificação das companhias nas juntas comerciais).