O ser humano vive pouco: 50, 60, 70, 80, 90, 100 anos. Isso é nada. Não dá tempo para deixar de ser medíocre, imaturo, violento, desinteligente, ridículo. Não dá tempo para vivenciar inúmeras experiências: sofrer muito, errar muito, de modo que nesse espaço exíguo de vida o ser humano só faz uma coisa: errar. E erra o insuficiente para aprender.
Interessante é que os erros passam despercebidos. E a vida continua. Pior: ele acredita que continua acertando. Acertando em quê? Respondo: acertando nos erros. Seria preciso viver uns 200 anos para se aprender algo.
Voltando ao planeta Terra, à cidade em que vivo. Um cara de pouca idade afunda uma cidade. É coisa pouca, é natural, porque para acertar ele teria de viver 200 anos. E a gente pensa que está tudo certo.
Julio Diogo