09 de julho de 2026
Política

Eleitor decide voto a vereador na urna

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 4 min

A corrida em busca do voto para vereador se mostra frenética em Bauru a uma semana da eleição do próximo domingo. O eleitor bauruense se mostra bastante seguro ao comentar em qual candidata ou candidato irá depositar seu voto de confiança para ocupar o terceiro andar do Palácio das Cerejeiras a partir de janeiro de 2013.

Para vereador a decisão é complexa, com ampla maioria se dizendo indecisa. O interessante é que o eleitor se mostra muito interessado em quais candidatos irão ocupar as 17 cadeiras da Câmara Municipal a partir do ano que vem.

No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) constam registrados  261 candidatos em Bauru. O número já provoca uma baita confusão na cabeça do eleitor. Alguns comentaram ontem ao JC que preferem optar por pessoas que trabalhem para o bairro especificamente. Já outros admitem aqueles candidatos que atuam em uma região da cidade. Assim é que algumas candidaturas pontuam em suas rápidas aparições no horário eleitoral gratuito de rádio e TV que trabalham para o bairro tal. Outros citam que têm inserção na comunidade xis para garantir que pelo menos o eleitor leia o “santinho”.


Linha de chegada

Esta semana é a reta final. “Santinho” é o material de campanha mais utilizado para relacionar o nome, a foto e o número ao voto digitado na urna. A escolha do eleitorado leva em conta vários atributos e não somente uma operação mecânica para cumprir uma obrigação com a Justiça Eleitoral. Quem pode, distribui “santinho” com foto ao lado do candidato a prefeito para dar um upgrade na candidatura. Algumas campanhas mais abastecidas diversificam com cavaletes, bandeiras, jornais, adesivos para carros, bonecões e totens. Contudo não tardará para também aderirem ainda esta semana ao “santinho”. Há aquele que opta por encarar a batalha da campanha a vereador sozinho. A base, que é a maioria, trabalha com “santinho” e no corpo a corpo nas ruas, praças, proximidades de supermercados e qualquer lugar em que houver aglomeração.

De repente cruza o candidato com megafone supondo que está conseguindo a atenção do eleitor na muvuca que se transforma a feira no período entre 9h e meio-dia.

Ontem todo tipo de candidato a vereador apareceu na Gustavo Maciel. Médicos, dentistas, advogados, autônomos, ex-vereadores, outros que não desistem e novatos na política partidária tentavam cativar o eleitor nos últimos momentos da campanha eleitoral.

 

Candidatos gastam saliva para ‘fidelizar’ e ganhar o eleitorado

São 261 pretendentes a ocupar somente 17 cadeiras no Legislativo bauruense. Os candidatos a vereador, seus cabos eleitorais, familiares e simpatizantes invadiram a feira livre da rua Gustavo Maciel na manhã de ontem. A iniciativa é atuar no atacado já que na feira são milhares de potenciais votos em disputa.

Uma personagem atuante na política local, que já ocupou cargo na atual gestão, comentou ao JC que adiou sua tradicional visita dominical à feira do Centro para observar a movimentação dos candidatos. Citou ter cruzado com figuras que nunca aparecem na feira, mas que ontem estavam ocupando o espaço na tentativa de somar os votos que poderão faltar para se eleger.

“Tem candidato a vereador que veio em uma crescente e já está consolidado”, avalia.

O que se observa é que quando é o próprio candidato a vereador fazendo o corpo a corpo o eleitor já “dá um voto de confiança” deixando que o candidato ou a candidata exponha suas ideias para atuação parlamentar na Câmara Municipal de Bauru a partir de janeiro de 2013. Quando a atuação é do cabo eleitoral a reação do eleitor é mais distanciada. Geralmente, o integrante da campanha eleitoral apenas faz a entrega do folhetinho, contendo nome, número e foto, e fala “Vote em fulano de tal” para frisar de qual candidatura é o “santinho” entregue.

Deu para perceber ontem que parte do eleitorado da feira da Gustavo está sensível à tentativa de ser convencido por determinado candidato.

A cada quadra caminhada recebe-se pelo menos um “santinho”. A maioria não jogava fora, ainda que exista uma variedade de folhetinhos de candidaturas espalhados no asfalto da Gustavo.

Quem repele a abordagem do candidato ou do colaborador argumenta que não vota em Bauru ou já definiu para quem dará seu voto. As pessoas consultadas pelo JC ontem sobre se já teriam candidatura definida para vereador e prefeito não falaram em anular ou votar em branco. O bauruense demonstrou interesse em conhecer os candidatos.

Muitos citaram que a principal dificuldade em definir em quem votar se deve pela grande quantidade de candidatos. Alguns atribuíram à enxurrada de promessas de candidatos a dúvida em quem votar.

Uma coisa ficou bastante visível. O eleitorado está muito atento às propostas mirabolantes, demonstrando saber as limitações do cargo de vereador.