08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Bauru terá resgate aéreo


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Parabenizo o 1º tenente Fabiano Leon de Oliveira Thomassian pela matéria publicada neste Jornal em 28 do corrente, pela implantação de uma aeronave, no caso um helicóptero, chamado também de equipamento de asa rotaline, para que possa atender serviços emergenciais na área de saúde e primeiros socorros. Conforme salienta o sr. tenente Thomassian, com o aumento de veículos em tráfego, os acidentes aumentam, e o helicóptero é o mais apropriado para deslocamentos de urgências, inclusive com equipe média. Salientamos que o helicóptero é uma aeronave que exige muita perícia para suas manobras, pouso e decolagem.

Quero também abordar um assunto que está correlato com o uso de aeronaves, no caso a nossa Polícia Militar, atualmente o helicóptero. Para os nossos leitores saudosistas em histórias passadas, muitos deles participaram, e com relação à nossa lendária Força Pública, do nosso Estado. Em meados de 1913, um importante jornal paulistano já publicava uma matéria em que o presidente do Estado, hoje governador, cogitava de aparelhar a Força com uma seção de aviação.

Seis meses depois, o então presidente do Estado, sr. Francisco de Paula Rodrigues Alves, pela Lei nº 1395- A, de 17 de dezembro, acenava para a criação de uma Escola de Aviação. Com os recursos alocados, compraram-se três aviões. Convidando-se dois aviadores contratados como instrutores. Infelizmente, com a eclosão da grande guerra na Europa, interrompeu-se a remessa de peças sobressalentes, para manter os aviões em uso. Edu Chaves regressou à Europa na Legião Estrangeira após o término da guerra em 1918. Edu Chaves, retornando ao Brasil, trazendo outros pilotos, a escola prosseguiu. Convidou o seu amigo piloto norte-americano, William Hoover, para auxiliá-lo, pois este, em 1916, já havia estado no Brasil, representando a fábrica de aviões Curtier.

Os dois tiveram grande influência junto ao presidente do Estado, dr. Oltero Arantes, que pela Lei 1675 ? a de dezembro de 1919, restabeleceu a Escola de Aviação da Força Pública. Estruturada a Escola, comprou-se mais oito aviões, formando-se uma esquadrilha, sendo nomeado o seu primeiro comandante o major José Garrido.

Documentos de 1921 deram conta que Eduardo Pacheco Chavier convidou também o audacioso Fritz Roessrler, que acabou abrindo uma escola no Bairro Ipiranga. Onde brevetaram as duas primeiras mulheres aviadoras, Anésia Pinheiro Machado, brevê nº 1, em 1922, e Thereza de Maryo, posteriormente casou-se com Fritz Roessler.

Com essas influências, criou-se outra escola em Campinas, dela saindo brevetado o famoso comandante João Ribeiro de Barros, que em 1927, pilotando o avião JAHU, homenageando com esse nome sua cidade de origem, fez o recorde Genova (Itália) a São Paulo. Os aviões dessa lendária Força tiveram várias participações históricas.

Em 1920, Edu Chavier fez em quatro dias um recorde do Rio de Janeiro a Buenos Aires. Eduardo Gomes, tenente do Exército, e depois oficial general da Aeronáutica, fez um recorde ao Rio, para homenagear o Palácio do Catete por ocasião da Revolução de 1924. Em 1927, até Campo Grande no Mato Grosso, e Paraná.

A Revolução de 1932 também trouxe sua marca histórica. Findando nós, reservistas da Aeronáutica, ao sermos transferido da Base Aérea em Limeira para o Parque da Aeronáutica, no Campo de Marte, ainda alcançamos os impecáveis hangares de madeira da Força Pública. Meus agradecimentos a este Jornal por nos franquear suas páginas e ao público leitor. Meu muito obrigado.

Rubens Ferreira - aposentado