11 de julho de 2026
Política

Skaf: ?Enfim o País adota agenda Fiesp?

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

“Enfim o País adota a agenda Fiesp”. Com esta frase o empresário e atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB), elencou as medidas que o setor defende há anos e que agora surgem na lista das principais ações do governo federal. Embora muitas das ações ainda exijam o ‘ver para crer’, Skaf comemora o fato de o governo da presidente Dilma Roussef (PT) ter anunciado a redução média de 20% no custo do consumo de energia elétrica a partir de 2013, ter iniciado a ação contínua de queda nas taxas de juros, mexido no patamar da relação dólar-real para algo próximo de R$ 2,00 e anunciar o plano de infraestrutura.

Ele concedeu entrevista coletiva à imprensa ontem à tarde, no Café com Política, no JC. Depois, Skaf participou de um comício de campanha de Rodrigo Agostinho (PMDB), no Núcleo Mary Dota.

“Há três anos quando eu falava pela Fiesp em redução do patamar das contas de energia em 20%, em razão do patamar de negociação inserido no contexto da depreciação dos ativos de energia com renovação automática das concessões sendo discutidas por campanha da Fiesp, ninguém me ouvia. Agora o governo fez as contas, levou nossos estudos e anunciou redução no custo. Nós temos uma lista de ações nas principais medidas anunciadas pelo governo que integram a lista de avaliações da Fiesp há anos”, lembra.

Em razão da discussão nacional em torno da depreciação dos ativos, sobretudo das antigas usinas hidrelétricas, que não estava sendo discutida pelo governo em tempo de negociação de concessão, a Fiesp, pela ampla campanha a respeito do tema, vê agora o resultado da medida na ponta. “As renovações automáticas das concessões não estavam acompanhadas da rediscussão desses custos. O governo também está realizando a queda dos juros, que ainda precisam baixar mais, e mexeu com o câmbio para patamar pelo menos próximo de R$ 2,00 0 com o dólar. Defendemos como ideal para o País em torno de 2,20. Mas pelo menos não é o 1,60 que estava recentemente. Mas precisa continua baixando juros e dá para melhorar no câmbio”, resiste o empresário.

Paulo Skaf também citou o plano de infraestrutura. “A presidente anunciou um bom plano de obras para 10 anos e tem de concreto o apelo mais forte para a ferrovia que dos 28 mil km de malha conta com apenas 12 mil km em condições de uso. Desse volume, o plano cita investir em 6 mil km em cinco anos, o que é agressivo. Para rodovia o plano é pontual, porque 10 mil km de pista a ser recuperada por PPP em 10 anos é muito pouco diante do todo. Mas o importante é que o plano saia do papel. E vamos agora atrás da redução no preço do gás”, fala.

Skaf também lembrou que o governo federal, através do ministro da Fazenda Guido Mantega, continua muito otimista no anúncio de projeção do crescimento da economia. “Neste ano ele falou muito mais que os 1,3% que deve fechar. Para 2013, o ministro vai falar em 4,5, 5%, mas se der 3% já estará bom para as condições atuais. A indústria de transformação deu 2,5% negativo e isso preocupa. O resultado nosso esta´miuto abaixo dos outros países com boas economias”, avalia.