Apesar de estar sendo prejudicado com a greve do transporte coletivo em Bauru, pois sou trabalhador e universitário também, sou a favor deste movimento. Não há razão para ser contra, eles estão no seu direito e exercem uma profissão muito estressante que envolve muita paciência e atenção, sem contar o risco que correm exercendo ao mesmo tempo a função de cobrador.
Temos que apoiar eles, pois são eles que conduzem todos os dias trabalhadores ao local de trabalho. Dirigir por mais de 6 horas diárias neste trânsito caótico de nossa cidade não é facil. Isto gera o estresse, sendo prejudicial para a saúde. Acredito que os motoristas deveriam exigir mais, como maior segurança para trabalhar no horário noturno, a fim de evitar assaltos. Nós, trabalhadores, estamos nos esquecendo que quem faz acontecer no Brasil somos nós. Muitos acordam cedo, antes mesmo da luz do sol, e só retornam para sua família tarde da noite. Se nós não trabalharmos, ninguém mais o fará. Ou será que um empresário tem a força o suficiente para trabalhar e gerar lucro para sua empresa?
Greve é um diretio do trabalhador, temos que respeitar e nos unirmos. Se o motorista trabalhar menos, ele estará mais descançado e poderá dirigir melhor, aumentando o grau de atenção no trânsito caótico e trazendo mais seguranca para nós, próprios usuários. Me lembro de uma frase do meu querido professor de história, de que se o trabalhador se unir terá força o suficiente para mudar tudo.
Infelzimente, estamos na era capitalista, onde só se pensa em lucro, mas se cada um souber o poder que tem e se unir, poderemos fazer muita coisa. Portanto, é hora de nos unirmos e lutar por melhores condições de trabalho para acabar com muitas explorações disfarçadas que existem. Sei também quem muitos estão sendo prejudicados deixando de ir trabalhar ou pagando preços abusivos com mototáxi. Mas se todos deixarem de ser individuais e praticarem a solidariedade, oferecendo carona para seu vizinho, colega de trabalho, ou seja a quem você conhece, estaremos nos ajudando, deixando pessoas muitos menos prejudicadas.
Ramsés Yshizuka