Consumidor redobre a atenção
Muitos consumidores são assediados e são oferecidas as mais variadas propostas para vendas de produtos e serviços. Redobre a atenção. Algumas dicas importantes do que este consumidor deve evitar: 1) Empresas que se utilizam de técnicas de vendas agressivas; 2) Ofertas que parecem boas demais para ser verdadeiras; 3) Uma solicitação do número de seu cartão de crédito para qualquer fim que não seja fazer uma compra; 4) Uma oferta para conseguir dinheiro rapidamente; 5) Uma afirmativa de que um produto ou serviço é grátis; 6) Incapacidade ou recusa de fornecer informações ou referências por escrito sobre a companhia, o produto, o serviço ou o investimento; 7) Sugestões que você deverá fazer compras ou investimento baseado na “confiança”.
Matrícula escolar
Algumas escolas anteciparam o período de matrícula escolar, notadamente as que atuam nos ensinos fundamental e médio. Os pais e responsáveis devem ficar atentos quanto às práticas dessas escolas. O Código de Defesa do Consumidor estabelece as regras legais para esta relação de consumo. Primeiramente, saiba que quando você matricula seu filho numa escola particular, está fazendo um contrato de adesão. As escolas são obrigadas a colocar em local visível todas as informações necessárias: preço das mensalidades, o texto do contrato e o número de vagas por sala. Leia o contrato com atenção e veja se tem cláusulas que proíbam que ele seja desfeito. A escola não pode exigir notas promissórias ou qualquer outro título de crédito para garantir as mensalidades e repassá-los a terceiros. Isso só pode ser feito para pagamento de dívidas.
Saques na poupança
A legislação estabelece que as contas de poupança possam ter movimentação livre e que, até dois saques mensais, não haja custo ao poupador. Mais de dois saques a conta pode ser caracterizada como conta-corrente, portanto, sofrer tarifação. Fique atento, pois há bancos querendo cobrar a tarifa já a partir do segundo saque. Para depósitos não há limites, portanto, sem custo adicional ao poupador.
Cláusulas abusivas e proibidas
As cláusulas abusivas são aquelas que geram desvantagem ou prejuízo para o consumidor, em benefício do fornecedor. Essas cláusulas são nulas. O consumidor pode requerer ao juiz que cancele essas cláusulas do contrato.
Dicas e orientações
Não assine um contrato que tiver cláusulas abusivas, como, por exemplo, as que diminuam a responsabilidade do fornecedor, no caso de dano ao consumidor ou ainda que proíbam o consumidor de devolver o produto ou receber o dinheiro de volta quando o produto ou serviço não for de boa qualidade. Exija seu direito.
Consórcio
O consórcio é uma forma de comprar por meio de um grupo de pessoas que se junta para o autofinanciamento de um bem ou serviço. Os participantes do grupo (ou consorciados) podem ser sorteados ou dar lances para aumentar as chances de serem contemplados, ou seja, de ser a pessoa do grupo que vai conseguir o bem imediatamente. Normalmente, o prazo de parcelamento é longo, de alguns anos.
Como funciona?
Você escolhe o bem e o valor que pode pagar em parcelas por ele. Se for contemplado antes do final do plano, recebe uma carta de crédito para comprar o bem e continua pagando o saldo restante. Se não for contemplado, ao final do plano, retira a carta de crédito e o seu bem do mesmo jeito.
Não tem juros
Considerando que as parcelas mensais têm como referência o valor do bem, não há incidência de juros. O custo mensal refere-se à taxa de administração e ao fundo de reserva, que representam menos de 0,5%. O único problema é esperar para ter o bem. Por isso, é uma boa opção para quem planeja adquirir bens ao longo do tempo.
De olho na idoneidade da instituição
Faça consórcio com instituições de confiança. Conheça quem faz parte do seu grupo. Se alguém ficar inadimplente, prejudica todos. Algumas pessoas acham que essa é uma boa forma de poupar por tornar-se uma obrigação. Não se esqueça de verificar antes da adesão, na instituição contratada, a taxa de administração cobrada pelo seu consórcio.
Mude para melhor!
Um bom caminho a ser trilhado está revestido de segurança. O alicerce para esta segurança é ter bons princípios, querer o bem comum e ser solidário. Se de um lado o dia a dia nos leva ao individualismo e ao acúmulo de riquezas, de outro lado, há o espiritual, que permite equilibrar as coisas. Mude já, mude para melhor!