Remédios contra doença pulmonar
Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) passarão a receber medicamentos no Sistema Único de Saúde. Os remédios - budesonida, beclometasona, fenoterol, sabutamol, formoterol e salmeterol - estarão disponíveis dentro de 180 dias. A decisão foi publicada na terça-feira passada no Diário Oficial da União. Atualmente, não há remédios para pacientes com DPOC na rede pública de saúde, com exceção de alguns Estados que oferecem medicamentos por conta própria. Serão ofertados também exames diagnósticos, oxigenoterapia domiciliar e vacina contra influenza. A equipe responsável pelo protocolo analisa a possibilidade da incorporação de mais uma droga ao tratamento, o tiotrópio.
Mortes aumentam
O professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde, Paulo Teixeira, disse que é uma boa notícia, mas a lista deixa a desejar. "É fundamental a oferta também do tiotrópio", avaliou. O número de mortes causadas pela doença aumentou 12% em cinco anos. Em 2005, foram registradas 33.616 e, em 2010, 37.592. Ano passado, foram 116.707 internações. De acordo com Padilha, estima-se que 5 milhões de pessoas tenham DPOC. "Hoje, 15% da população com mais de 40 anos tem a doença", afirmou Teixeira. Segundo o ministro da Saúde Alexandre Padilha, as próximas doenças que deverão ter novas drogas incorporadas ao tratamento são esclerose sistêmica e síndrome nefrótica pulmonar
Saúde na universidade
As unidades da Unesp realizaram na quarta-feira passada as campanhas "Movimento Saúde" e "Dia de Alerta sobre o uso excessivo de álcool". A iniciativa alerta sobre a importância das atividades físicas para a saúde e do perigo do uso demasiado de bebidas alcoólicas. Maria José Trevizani Nitsche, professora da Faculdade de Medicina, câmpus de Botucatu, apontou também para os problemas de saúde que o estresse gera. "A vida corrida nos leva a tentar resolver várias coisas ao mesmo tempo. Isso não é bom. Temos que fazer cada coisa em seu tempo".
Outros cuidados
A professora também destacou que o maior causador de mortes no Brasil é o álcool. "As mortes por acidente de carro, por exemplo, diminuíram significativamente depois da Lei Seca". Ela afirmou ainda que o cigarro diminui 12 anos da vida do fumante. "Mesmo quem não fuma, mas convive com quem tem o vício, é prejudicado, e o pulmão fica comprometido". Maria José ressaltou também a importância de, pelo menos uma vez por ano, fazer exames para saber como está o diabetes, além de sempre medir a pressão sanguínea.
Batata do mal
Estudo recente realizado por pesquisadores da Suécia mostrou que as batatas fritas congeladas podem desencadear câncer. Os resultados sugerem que o alimento pré-cozido pode conter níveis muito elevados de um produto químico que é possivelmente nocivo à saúde, a acrilamida. O composto químico foi descoberto pela primeira vez em 2002. Os investigadores suecos descobriram o produto em diferentes alimentos processados. A acrilamida se forma naturalmente durante o cozimento desses produtos alimentares e seus níveis variam de acordo com a temperatura à qual o alimento é exposto.
Trabalho em conjunto
Eles avaliaram o processo de produção e cozimento da batata frita. A pesquisa mostrou que quando as batatas são fervidas em alta temperatura e, em seguida, congeladas em tratamento com uma solução de açúcar, o nível de acrilamida aumenta e, consequentemente, o risco de câncer se eleva. A equipe acredita que, trabalhando com a indústria de alimentos, a pesquisa fornece maneiras de reduzir a quantidade de acrilamida na babata frita pré-cozida e, portanto, reduzir o risco potencial de câncer. A pesquisa foi publicada no Journal of Agriculture and Food Chemistry.