A duplicação da SP-255 mobilizou autoridades municipais que já levaram o pleito ao Palácio dos Bandeirantes. De fevereiro a setembro deste ano foram 11 mortos em acidentes no trecho Barra-São Manuel. A Secretaria de Logística e Transportes estuda a solicitação e se manifestará assim que a questão for definida, alega sua assessoria de imprensa. Enquanto não se duplica a estrada, o tráfego não para de crescer.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), autarquia ligada à Logística e Transportes, monitora a circulação diária de veículos por trechos sugerindo um indicador Volume Diário Médio (VDM). O maior VDM na SP-255 é do trecho Jaú-Barra Bonita com VDM de 9.526 veículos em 2011; 9.303 em 2010; 8.945 em 2009; e 8.145 em 2008. O VDM separa carros de passeio e comerciais e só cresceu no período 2008-2009 em todos os trechos da SP-255. O dado pode ser conferido no site do DER - confira em www.der.sp.gov.br.
No trecho São Manuel-Avaré, o menor VDM 3.512 em 2011 em relação a Jaú-Barra Bonita tem como uma explicação óbvia o asfalto aniquilado que obriga os motoristas a não colocarem em risco suas vidas e seus veículos. Asfalto velho por consequência espanta motoristas e ainda colabora para na diminuição de acidentes, diferente do que ocorre no trecho S. Manuel-Jaú da SP-255.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) assume a necessidade de recuperação asfáltica no trecho entre Pratânia e São Manuel do km 204,69 ao km 237,77. O DER informa que há projeto concluído para obras de regularização da pista visando posterior recapeamento no trecho. O DER estima que o edital da obra seja publicado no mês de outubro, com valor orçado das obras em R$ 5,1 milhões. De acordo com a assessoria de imprensa, ainda para a SP-255, o DER licita atualmente obra de recuperação e reforço para a Ponte do Açúcar, que passa sobre o Tietê, na divisa entre Barra Bonita e Igaraçu do Tietê. As obras deverão ser iniciadas em novembro, com prazo de execução de seis meses e investimento de R$ 4 milhões.
Caminho do desperdício
O motorista José Milton, 20 anos de experiência ao volante, consertava a sua Scania na última terça-feira, às 14h, ao lado da pista ainda em Botucatu. “A gente só tem estrada ruim como essa porque os motoristas não param”, desabafa. Ele explica que asfalto como o da SP-255 destrói os pneus por dentro.
Ele faz o trecho Avaré-Jaú duas vezes por semana. Diz que não tem alternativa para acessar o corredor Raposo Tavares. Na terça-feira, parou para consertar a braçadeira da turbina do caminhão.
Na rodovia é comum cruzar com restos de cana e laranja que a trepidação do asfalto irregular faz cair dos caminhões. Também há peças de autos e até pneus acumulados pelos cantos da via. (RS)