10 de julho de 2026
Política

Tobias: ?Eleitor aponta defeitos, mas faz blindagem do prefeito?

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

 

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) avaliou ontem que a disputa neste ano em Bauru apresentou como uma situação singular o fato do eleitor prefeito e candidato à reeleição, Rodrigo Agostinho (PMDB), ter falhas em sua gestão reconhecidas pela população que, ao mesmo tempo, blinda o personagem Agostinho pessoalmente.

 

Na avaliação de Tobias, o eleitor não associou os erros do governo com a pessoa do candidato. “A crise no abastecimento de água e os problemas na Saúde são alguns desses exemplos. O povo reclamou muito e ainda mais durante a eleição. Mas na hora de votar, o eleitor não atribuiu a culpa pelos erros ao Rodrigo e sim à administração municipal. Isso fez com que o prefeito ficasse blindado pelo eleitor, mesmo com os defeitos”, cita.

 

Na visão do deputado estadual, o problema tinha de ser atribuído ao chefe do Executivo. “Quem tem culpa pelos problemas é o prefeito. É ele quem escolhe sua equipe, que decide o que fazer e como. Mas o povo não viu isso e mesmo com os demais candidatos apontando os erros, o eleitor blindou o prefeito”, acrescenta.

 

O presidente estadual do PSDB ponderou que, nos 645 municípios paulistas, esta foi a eleição mais despolitizado que acompanhou. “O povo esteve muito distante das discussões, com exceção em uma ou outra cidade. Também foi a eleição menos ideológica que eu vi, com o povo muito distante da discussão dos problemas”, comenta.

 

Sobre a performance de Chiara Ranieri (DEM), candidata majoritária na chapa em que participou o PSDB, Tobias apontou que a coligação com mais de 15 partidos fez a diferença a favor de Rodrigo. “Disputar uma eleição com um candidato que tem mais de 15 partidos é muito difícil e ele está no cargo e teve o que mostrar e o que prometer também. Acho que a Chiara fez o seu papel e discutiu a cidade. O PSDB, como partido, fica com uma lição por não ter tido também seu candidato a prefeito pela primeira vez e só ter conquistado 5% dos votos no total da aliança. Temos de rever a ação do partido”, finaliza.