O grande cavalete de propaganda eleitoral afixado sobre o capô de seu Fiat Premio provocou dor de cabeça ao candidato a vereador Zaqueu (PMDB), que passou parte da manhã de ontem prestando depoimento na Polícia Federal (PF), em Bauru. Acusado de propaganda irregular, ele foi levado para lá pela Polícia Militar (PM), que também apreendeu o veículo estacionado numa rua lateral da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dirce Boemer Guedes de Azevedo, Jardim Nova Bauru.
Segundo o advogado da legenda, Amauri Roma, que esteve no prédio da PF para acompanhar o candidato e nega a ocorrência do delito, Zaqueu estacionou o próprio carro nas imediações da instituição para levar um lanche ao filho, que trabalhou como mesário. No interior da escola, ele recebeu um telefonema de um amigo lhe informando que o Fiat Prêmio estava sendo guinchado. Quando se dirigiu ao veículo, foi preso em flagrante pela PM.
“Fizemos contato com a Justiça Eleitoral e o juiz (Benedito Antônio Okuno) determinou a prisão em flagrante. A ocorrência foi conduzida à PF que vai registrar um termo circunstanciado”, explicou o capitão Fabiano Serpa. De acordo com ele, não existe uma distância mínima estabelecida para que o candidato seja proibido de transitar com o veículo adesivado ou com propagandas.
Circulando
No entanto, segundo informações obtidas junto à 387ª Zona Eleitoral, quando um carro com imagens de candidatos permanece muito tempo parado no mesmo local, pode haver o entendimento de que ele está justamente divulgando quem almeja os votos. Por conta deste mesmo problema, outro veículo foi apreendido pela PM e levado ao Pátio Bauru, ontem pela manhã. O proprietário do carro, estacionado na rua 1ª de Maio, em frente à escola estadual Moraes Pacheco, não foi localizado.
Na mesma região, outro condutor, por pouco, não perdeu o veículo pela mesma razão. Mas o próprio candidato conseguiu localizá-lo e pediu, a tempo, para retirar o automóvel de lá. No caso de Zaqueu, segundo o advogado Amauri Roma, ele permaneceu no máximo meia hora com o veículo estacionado na lateral da escola. “Não houve delito eleitoral. Ele foi ouvido e liberado”, ressalta.
Segundo o advogado, no sábado, Zaqueu o procurou justamente para saber como deveria proceder para não incorrer em qualquer delito. Na Polícia Federal, o candidato assumiu o compromisso de comparecer à Justiça Eleitoral, que marcará uma audiência. Caso seja eleito e condenado por crime eleitoral (quando a ação transitar em julgado), o candidato pode, inclusive, perder o mandato.