09 de julho de 2026
Política

Gazzetta destaca ?força legislativa?

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

 

Apesar de não ter conseguido levar as eleições para o segundo turno, o candidato Clodoaldo Gazzetta – o segundo mais bem votado, com 12,3% dos votos válidos – ficou satisfeito com o desempenho do PV ao final da disputa. Com dois vereadores eleitos, Raul Gonçalves de Paula e Natalino da Pousada, ele avalia que seu partido estará bem representado na Câmara Municipal.

 

“Eles serão nossa ponta ideológica no Legislativo. Acho que tivemos uma boa performance e fiquei muito feliz com o resultado”, frisa. Assim como Chiara, Gazzetta afirma que o desempenho frágil dos adversários diante de Rodrigo Agostinho não foi reflexo de eventuais falhas na campanha, mas sim da alta popularidade conquistada pelo atual prefeito ao longo dos últimos quatro anos. 

 

“A gente sabia que seria muito difícil, mas achamos que poderíamos desempenhar um papel importante para discutir o futuro da cidade”, analisa, ressaltando que resistiu a lançar candidatura própria, mas acabou sendo convencido pelos colegas de partido. “Fizemos o que foi possível dentro das condições financeiras e estruturais de que dispúnhamos”, completa.

 

Questionado sobre o fato de não ter explorado de maneira mais incisiva os pontos fracos da atual administração, o candidato reconheceu que talvez tenha faltado agressividade durante a campanha. Mas ponderou que este não foi o aspecto determinante para a derrota, mesmo diante de uma situação que favorecia o ataque, já que, neste ano, a cidade enfrentou problemas graves nas áreas de saúde, abastecimento de água e transporte público. 

 

Da mesma forma, Gazzetta considera que os boatos que correram a seu respeito não foram os responsáveis pelo desempenho tão abaixo do candidato mais votado. Entre os comentários, o candidato foi acusado de não ser simpático ao movimento GLBT­ e de não residir em Bauru. “Também disseram que eu assumiria como suplente (na Assembleia Legislativa), caso os dois deputados do PV que disputavam prefeituras fossem eleitos. E eles acabaram não ganhando a eleição. É claro que esse tipo de coisa prejudica, mas não foi algo crucial para o resultado”, frisa. 

 

Além de corrigir as falhas nas três áreas citadas acima, ele acredita que Rodrigo terá de dar atenção especial a questões estruturais como o tratamento de esgoto e a destinação do lixo doméstico. “Para tanto, ele terá de reestruturar seu quadro político e colocar pessoas mais técnicas para cuidar de pontos chaves da cidade. Estaremos torcendo para que ele consiga”, pondera.