09 de julho de 2026
Nacional

Juro baixo faz crescer previdência para jovens

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

 

São Paulo - O cenário de juros baixos, estabilidade econômica e a mudança na pirâmide social, com ascensão da classe média, tem provocado crescimento na previdência privada para menores.

 

A arrecadação dos planos para pessoas com até 18 anos chegou a R$ 1,1 milhão de janeiro a julho deste ano, com alta de 17,7% ante o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da FenaPrevi (a federação do setor). 

 

Em julho, foram investidos R$ 140 mil, alta de 8,5% em relação a julho de 2011. 

 

O total de aportes na previdência complementar foi de R$ 37,97 bilhões de janeiro a julho, com crescimento de 32% antes o mesmo período do ano passado. 

 

Segundo Osvaldo Nascimento, vice-presidente da entidade, o cenário econômico faz as pessoas olharem mais para o longo prazo e quem fez plano de previdência há 15 anos hoje quer fazer para os filhos.

 

“(As pessoas) começam a perceber que não conseguem viver só do juro real, que precisam formar um patrimônio”, afirma.  

 

Hoje, dos 11,1 milhões de planos contratados, cerca 7,5% são para menores.  

 

Mas, de acordo com Nascimento, a idade média dos planos para jovens vem caindo, tornando-se mais comum fazer uma previdência para o filho assim que ele nasce. Segundo ele, garantir a formação dos filhos é o principal motivo para que os pais façam um plano de previdência para os filhos. Em segundo lugar vem a inserção no mercado profissional, garantindo recursos para abrir um escritório ou um negócio. 

 

 

Renda variável

 

Para Nascimento, o cenário de juros baixos deve fazer com que as carteiras, sobretudo de menores, aumentem gradualmente  a participação em renda variável, mas a volatilidade da Bolsa trava um aumento maior. 

 

No mercado de previdência complementar aberta, há 20% de ativos em renda variável. O número, segundo ele, deve chegar a 25%. Para ele, o primeiro movimento é de alongamento e o segundo de assumir mais riscos. 

 

“Se você contrata um plano logo que o filho nasce, no mínimo, está falando de 20 anos para ele acessar o recurso.”