O prolongamento da avenida José Vicente Aiello finalmente teve sinal verde. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) confirma que só era aguardado o fim do período eleitoral para o início das obras. De acordo com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), as máquinas já devem estar operando hoje na via. O problema da necessidade de desapropriações dos proprietários do trecho foi solucionado (leia mais abaixo).
A assessoria de comunicação do DER diz que falta apenas publicação da ordem de serviço em Diário Oficial. O projeto vem sendo discutido junto ao governo do Estado há mais de dois anos e o convênio com a viabilização do recurso saiu há alguns meses.
A obra envolve a pavimentação e sinalização da avenida do trecho compreendido entre o Cemitério do Ypê e a rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225), a Bauru-Ipaussu, na altura do condomínio Lago Sul. A extensão da obra é de 3,2 quilômetros.
A responsável é a empresa CGS Engenharia, que venceu processo licitatório. Em nota enviada pela assessoria de comunicação do DER, o órgão informa que o custo total é de R$ 2,7 milhões e que o prazo para conclusão é de seis meses.
“O DER esclarece que a empresa CGS Engenharia já começou os trabalhos preliminares como: contratação de equipe técnica e operacional, instalação do canteiro de obras, levantamento de fornecedores e topografia”, declarou, em nota.
As obras, que são uma reivindicação antiga do deputado Pedro Tobias (PSDB) e do vereador Marcelo Borges (PSDB) junto ao governo do Estado, somente não haviam começado por conta do período eleitoral.
Como a eleição em Bauru foi decidida em primeiro turno, o prolongamento começará agora. “A empresa responsável pela obra já acionou a prefeitura para ajudar amanhã (hoje) em alguns serviços, como a retirada de cercas e postes”, explica Rodrigo Agostinho.
Alternativa viária
Como um dos principais desafios do prefeito reeleito anteontem é a questão da mobilidade, o prolongamento da avenida José Vicente Aiello é tido como uma das “armas” na questão. “Será uma importante alternativa viária. É uma opção que pode desafogar quem utiliza as rodovias como vias de acesso”, aponta Agostinho.
Além da ligação direta com o condomínio Lago Sul, há previsão de que novos residenciais sejam construídos no local. O prefeito bauruense afirma que esse fato amplia a importância do prolongamento e do acesso.
Além de destacar o benefício da nova alternativa viária, o deputado Pedro Tobias afirma que mostra como o governo estadual é comprometido com a região. “Mais uma vez o governo do Estado mostra que é um efetivo parceiro de Bauru e região. Em nome da população, agradeço a essa importante conquista viária que vai melhorar o acesso e desafogar o já complicado trânsito de Bauru”, afirma o deputado, em seu site oficial.
Simultâneo ao prolongamento da avenida, segue a obra de duplicação da Bauru-Ipaussu pela Concessionária Auto Raposos Tavares (Cart). Uma rotatória e dois viadutos no quilômetro 239 darão acesso aos condomínios.
‘Não haverá desapropriações’, explica Rodrigo Agostinho
Uma das pendências que poderia atrasar o início das obras de pavimentação e sinalização dos pouco mais de três quilômetros da avenida José Vicente Aiello era a necessidade da desapropriação de proprietários de terrenos instalados ao longo do trecho.
Em casos assim, a correria e a iminência da supervalorização dos lotes em razão da chegada de infraestrutura vira uma grande obstáculo. Embora os proprietários de imóveis nestas condições ganhem muito dinheiro pela valorização, nem todos estão dispostos a abrir mão de uma fatia em forma de desapropriação.
Conforme o JC divulgou no fim de julho, a oposição criticava a postura da administração em não se planejar com uma política de acordos para futuras implantações de infraestrutura urbana, o que poderia atrasar o início das obras. Na ocasião, Rodrigo Agostinho chegou a fazer um apelo aos proprietários.
Entretanto, não foi necessário. “Nosso jurídico chegou ao entendimento de que não será preciso realizar as desapropriações”, explica o prefeito.
O projeto prevê manter o trajeto da via já existente no local, que, hoje, é de terra. Agostinho explica que “o entendimento foi de que ali já existe uma rua que vai ser pavimentada. Então, configura-se como usucapião pública”.
Outra pendência recentemente resolvida foi a licença ambiental. “Para a realização da obra, será necessário retirar algumas árvores. Na sexta-feira, conseguimos a licença ambiental para isso”, conclui o prefeito.
Responsabilidades
Cabe ao DER realizar a licitação para a contratação dos serviços, acompanhar e fiscalizar a obra, executar os serviços de plantio de grama nos taludes de corte e aterro, implantar a sinalização e fiscalização adequadas ao tráfego.
A prefeitura é responsável pela concessão das áreas necessárias às obras e serviços e as condições necessárias para a execução dos trabalhos, a viabilização das licenças ambientais, remover benfeitorias existentes ao longo do trecho, complementar os serviços de plantio de grama nas áreas não previstas e necessárias à proteção de erosões.