08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Votei com a memória no melhor


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Até hoje cumpridor do juramento feito àqueles que lhe deram o diploma de "instrutor-divulgador e mensageiro da educação", não poderíamos, eu e a companheira que me acompanha há 49 anos e também "instrutora-divulgadora e mensageira da educação", olvidar do exercício de cidadania, embora ambos dispensados por força constitucional. Preocupa-me a constatação de que, de dois em dois anos, tal exercício vai se tornando chocho no sentido amplo da adjetivação. A escolha para prefeito seguiu o sentido do bom senso, "por que mais do mesmo?" e a conclusão lógica de que nada mudaria e a máquina "azeitada" sofreria uma perda de tempo absurda se o maquinista fosse substituído.

E mais, dentre seus adversários tem um êmulo ? adjetivação com sentido específico ao substantivo "emulação" - que nos últimos 20 anos só compete e, por favor, não considere o termo no sentido de competência, mas unicamente no sentido do verbo competir, pois até hoje não se qualificou eleitoralmente para qualquer cargo público. Está na hora, mais do que na hora de "se tocar" e encontrar algo mais útil para fazer, ou seja, encare um emprego e contribua com sua competência para o benefício do Brasil. Um segundo adversário, principiante, "marinheira de primeira viagem", perdeu uma grande oportunidade na vida política de aprimorar-se no Legislativo, Lá atrás, disseram-lhe para seguir na sua senda maravilhosa de legisladora, mas quis meter-se em outra seara política em momento inadequado.

Não ouviu ou desdenhou, deu no que deu. Está faltando um, bem, esse deve urgentemente atinar para uma boa leitura. Atualize-se, porque o que propõe nos dias de hoje não verás ocorrer dentro dos próximos 500 anos. Mas, sua participação é importantíssima para aqueles que detém a chave do cofre que sempre é aberto quando tais detentores vislumbram qualquer ameaça à submissa província. Vejam que interessante, é preciso conhecer a história e ter boa memória para se habilitar à crítica. Em cidade vizinha a nossa resolveram ter apenas um candidato a prefeito, mas os detentores dos grilhões regionais tentaram imiscuir nas urnas acolá. Esqueceram-se ou se fizeram de esquecidos que num passado recente também nossa província ?onde dizem as más línguas que a justificativa para a candidatura única era que aqui "não existia um candidato que fosse mais competente do que ele", aquele do bolso do colete.

É lamentável esse tipo de intromissão que não leva a nada a não ser à antipatia gratuita e de resultado infrutífero ? como aconteceu - gerando, ainda, a sensação de estarmos sendo conduzidos para o matadouro, como gado, em que pese as candidaturas serem boas ou não. Observo com isso tudo que temos pregado no deserto frente a oportunidades que surgem no nosso mundo e por melhor que sejam, são efêmeras. O próprio Jornal da Cidade não vigilando, a coisa tende a eventual crescimento que me faz lembrar do falecido jornalista Ivan Lessa, morto em Londres: "A cada 15 anos o Brasil se esquece do que aconteceu nos últimos 15 anos". Talvez esteja aí a razão da perpetuação no poder de muitos neo-coronéis...

Nicanor Amaro da Silva Neto