A Polícia Militar (PM) prendeu e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que já investigava o caso, pediu a prisão temporária por cinco dias de mais um suspeito de integrar o bando que pode ter praticado cinco roubos em apenas 48 horas nesta semana, em Bauru.
Ítalo Gustavo Pichereli, 18 anos, foi localizado na favela do Parque das Nações na manhã de ontem. Negou o crime, mas foi reconhecido pelo casal de vítimas do sequestro-relâmpago ocorrido na madrugada do último dia 10.
Segundo o delegado da DIG Cledson Luiz do Nascimento, o suspeito usava a mesma roupa e boné do dia do crime. “Ele alegou que é usuário de crack e que estava usando drogas nos dias dos fatos. Mesmo assim foi pedida a prisão dele, porque o casal vítima fez o reconhecimento.”
Para o delegado, o bando pode ser responsável por outros crimes, um na cidade de Lençóis Paulista, outro em uma padaria da Vila Dutra em Bauru e o de uma estudante também em Bauru, na madrugada de terça-feira.
“No roubo de Lençóis, as imagens (do circuito de segurança) mostram as armas, usadas que são muito semelhantes às encontradas no carro do casal de Bauru que foi apreendido em Marília”, explica o delegado.
Para Cledson, o caso está esclarecido com a identificação dos demais participantes, que moram em Bauru e Agudos. “Algumas vítimas não foram encontradas hoje (ontem) por conta do feriado. Com a decretação da prisão dos suspeitos, as demais vítimas serão chamadas para fazer o reconhecimento.”
Outro envolvido, Wilquer Vinícius Cruz, 22 anos, foi preso no último dia 10 na cidade de Marília. Com a prisão de Ítalo Pichereli, ficam faltando ainda três dos integrantes deste bando, uma vez que as vítimas alegam que eles agiam em cinco.
Quebra-cabeças
O primeiro caso de sequestro-relâmpago ocorrido nesta semana, registrado como roubo pela polícia, foi na noite de segunda-feira. O proprietário de uma casa de carnes localizada na avenida Nossa Senhora de Fátima foi abordado por três homens e uma mulher. A vítima foi amarrada e abandonada em um local ermo. Mais tarde a quadrilha foi presa em flagrante com a Hilux do empresário em Valparaíso (238 quilômetros de Bauru), na região de Araçatuba.
Quatro horas depois, uma estudante universitária de 23 anos foi surpreendida por quatro homens enquanto transitava com seu veículo Clio pelo prolongamento da avenida Chaim Mauad, num atalho de terra que dá acesso à avenida Getúlio Vargas. O bando havia interditado a passagem com um pedaço de tronco de árvores. A vítima foi rendida no local.
Os assaltantes, que estavam encapuzados e armados com um revólver e uma espingarda, obrigaram a vítima a entrar no porta-malas do veículo e a abandonaram em uma clareira, nas imediações de um estabelecimento comercial na altura do quilômetro 234 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP 225), conhecida como Bauru/Jaú.
A estudante foi amarrada e amordaçada. Os assaltantes fugiram com o carro levando R$ 160,00 em dinheiro, um notebook, uma câmera fotográfica e um óculos de sol, além de documentos e cartões bancários.
Terceiro e quarto casos
O terceiro caso de sequestro-relâmpago aconteceu na madrugada do dia 10. Um casal que chegava à residência de uma das vítimas - que tiveram seus nomes preservados por questão de segurança - na rua Padre João, próximo à Praça das Cerejeiras, foi cercado e ameaçado por cinco homens que ocupavam um Gol G3 verde, dizendo que queriam aparelhos celulares e dinheiro.
A jovem foi obrigada a ficar no carro do namorado com dois assaltantes enquanto ele foi colocado no veículo dos marginais. O casal sofreu várias ameaças de morte durante o trajeto feito pelos assaltantes, que durou quase uma hora.
Depois, o casal foi abandonado em um pasto localizado na rua José Vicente Aiello, próximo ao residencial Lago Sul e ao Canil da Polícia Militar, onde as vítimas pediram ajuda pela manhã. Ontem, uma das vítimas garantiu na delegacia que Ítalo Pichereli foi o homem que sentou ao seu lado no carro.