08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Sobre a hipocrisia


| Tempo de leitura: 2 min

"Foi hipocrisia", disse Lula a respeito da condenação dos petistas no mensalão (Estado A1 e H3, 10/10)! Ele referia-se aos santinhos do pau oco: José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Ignorante como é (esperteza nada tem a ver com sapiência), o ex-sapo barbudo talvez nem saiba que "a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude"(François duc de la Rochefoucauld).

Ou seja, "todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos e socialmente aceitos"(sic). Comportamentos que pessoas como Lula, o típico hipócrita, não têm e, por não darem valor ou crédito a tais comportamentos, sequer pleiteiam efetivamente ter. Mesmo porque, ao contrário de pensar ter, ele, Lula, tem absoluta certeza de que não os tem. À moda da sincera simplicidade do caboclo eles raciocinam assim: "que me importa que a mula é manca; o que eu quero é rosetá"!

Ou seja: bem ou mal, ética ou antieticamente, responsável ou irresponsavelmente, honesta ou desonestamente, sórdida ou generosamente o importante é ter "pudê" e, exercendo-o, tirar de seu exercício o maior proveito possível para si e sua turba. Mesmo que "a mula seje manca"...

"Hipocrisia é a pretensão ou fingimento de ser o que não se é"! E, em razão de suas pequenezas, as maiores revoltas e obsessões dos hipócritas são seus sentimentos de quase obrigação de ter que aplaudir os virtuosos. Causam-lhes dores e ódio o não desvencilhar-se dessa fatal obrigação, por mais esforços que despendam nessa tentativa. Entre tantos outros recordes que o PT detém, o mais significativo é o de ser a aglomeração que mais hipócritas agrega nesta nossa bendita Ilha de Vera Cruz! Apesar de o número de mentirosos não ficar muito atrás dos contumazes hipócritas e, por isso mesmo, esquizofrênicos. Resta agora à Presidente Dilma reiniciar um novo ciclo de governo. Sua Excelência pode até iniciar uma nova etapa usando o velho jargão dos inícios dos contos infantis: "era uma vez um partido político que gritava pelos quatro pontos cardeais destes nossos Brasis (há tantos por aí) que não roubava e nem deixava roubar..."

João Guilherme Ortolan