11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Após 70 dias, termina greve da Polícia Federal em todo País, inclusive em Bauru

Da redação JCNet
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Após assembleia realizada na última quinta-feira (11), policiais federais, na sede do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal (Sindpolf/SP), por imensa maioria de votos, decidiram a volta ao trabalho a partir de amanhã, terça-feira (16). Eles aguardam ainda as decisões das demais assembleias que ocorrerão nesta segunda-feira em outros Estados. Os policiais voltam a trabalhar também em Bauru.

A decisão foi tomada mediante possibilidade do governo federal reabrir as negociações com a categoria após o fim da greve. Foram 70 dias de paralisação e manifestações diversas. A greve teve início no dia 7 de agosto em todo o país. Respeitando a lei de greve, por analogia, 30% do efetivo continuaram trabalhando nesse período.


Em agosto, o governo propôs reajuste de 15%, mas os policiais rejeitaram a proposta já que a reivindicação dos agentes, escrivães e papiloscopistas era pela regulamentação em lei das funções exercidas pelos policiais nas carreiras de nível superior. Foram quase três anos de negociações entre a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e governo, sem nenhum resultado.


Calcula-se que, por ano, cerca de 200 policiais federais deixam a PF por falta de perspectivas profissionais. Esta greve marcou o serviço público como um todo por ser um movimento paredista diferenciado. A mobilização não tinha como objetivo o aumento salarial, mas a reestruturação da carreira.


"O movimento chamou a atenção da Administração do Departamento de Polícia Federal (DPF) para a necessidade urgente de reformulação da estrutura do Órgão, em que alguns problemas tornaram-se evidentes, necessitando de mudanças e alcançando a modernização do DPF para o futuro próximo", afirmou o presidente do SINDPOLF/SP, Alexandre Santana Sally.


Outros Estados


A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e o Grupo de Trabalho da Reestruturação recomendaram os sindicatos estaduais a encerrarem o movimento. Até o momento, decidiram retornar ao trabalho os estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Brasília, Goiás, Pará, Bahia, Sergipe e Espírito Santo, entre outros estados.


Há pouco mais de 15 dias, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a legitimidade da greve dos policiais federais,mas fixou a necessidade de manutenção de cotas mínimas de servidores em algumas áreas de trabalho. A categoria era a única ainda parada no funcionalismo federal.


Números


Segundo a Federação, a paralisação reduziu drasticamente o número de operações policiais. No início do ano, o ritmo estava lento, mas o número disparou em seguida, com 33 ações em março, 38 em maio e 25 em julho. Após a greve, foram 9 em agosto e 4 em setembro.