11 de julho de 2026
Nacional

Chefes de facção criminosa são condenados na Baixada Santista

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Dois homens acusados de serem membros da facção criminosa PCC na Baixada Santista foram condenados pela Justiça por tráfico de drogas.

Segundo a denúncia que embasou a decisão da juíza Patrícia Naha, da 3ª Vara da Comarca de Itanhaém, o motorista Osvani Novais Luz, 39, conhecido como Gordinho, e o eletricista Tiago Roberto Marques, o Original, 33, exerciam cargos de chefia dentro da organização criminosa.

Eles eram responsáveis pela "disciplina" dos bandidos ligados ao PCC. Cabia aos dois analisar a conduta dos membros do grupo criminoso e, nos casos em que consideravam faltas graves, "julgar" cada infrator.

Ambos foram presos em novembro do ano passado e julgados no último dia 2. Luz foi condenado a seis anos e dois meses de reclusão e Marques, a sete anos.

Com eles, policiais da divisão que investiga o tráfico de drogas na Baixada Santista apreenderam quase três quilos de cocaína e pen drives com detalhes sobre a estrutura da facção criminosa no litoral.

As apurações da polícia se basearam em interceptações telefônicas. Nos "grampos", os policiais descobriram que Luz e Marques pagaram R$ 150 para uma empregada doméstica buscar uma mochila para eles na rodoviária da cidade.

A mochila, conforme a denúncia, tinha quase três quilos de cocaína, que seriam distribuídas para outros pontos de venda de droga no litoral.

Documentos obtidos pela Folha de S.Paulo mostram que há no Estado ao menos 1.343 criminosos vinculados ao PCC. Eles estão espalhados por 123 cidades em todas as regiões de São Paulo. Quando questionado sobre a estrutura do grupo criminoso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) chegou a dizer que havia muita "lenda" sobre a facção.

Outro lado

Procurado ontem, o advogado Eduardo Kersevani, que defende os dois condenados, não retornou aos recados deixados pela reportagem no escritório dele.

Luz confessou à Justiça que portava a droga e, por isso, teve sua pena inferior a de Marques, que disse que a droga não era dele.