11 de julho de 2026
Geral

No Dia do Professor, Apeoesp faz carta de críticas trabalhistas

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Para muitos professores, ontem a data foi de comemoração. Mas para membros da  subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Médio Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) em Bauru, o dia foi de “protesto”. Através de uma carta reproduzida em 2.500 panfletos, eles expuseram algumas críticas contratuais e à escola de tempo integral para o ensino médio.

O ato dos sindicalistas ocorreu entre 10h e 12h de ontem, no Calçadão da Batista de Carvalho em Bauru. Segundo Idenilde de Almeida Conceição, coordenadora da subsede da Apeoesp em Bauru, o ato contou com apoio da Central Única dos trabalhadores (CUT) e dos professores que passaram pelo local.

“O evento aconteceu em todas as subsedes da Apeoesp, foi tirado no último encontro do conselho estadual em São Paulo e referendado na assembleia dos professores dia 28 de setembro. É uma maneira de estar dialogando com a sociedade em forma de denúncia. Foi distribuída uma carta aberta sobre o tratamento que a categoria tem recebido por conta do governo do Estado”, disse.

A coordenadora da subsede da Apeoesp em Bauru ainda opina que hoje a categoria não tem muito para comemorar e que na carta constam as críticas e denúncias sobre as contratações de professores temporários, por exemplo.

“Na realidade, hoje a categoria não tem muito o que comemorar. Essa carta denuncia a forma com que o governo vem contratando os professores temporários, sem seus devidos direitos trabalhistas. O projeto que se quer implantar do ensino médio em tempo integral, sem ter discussão com a comunidade, sem ouvir o próprio aluno, se ele quer mesmo ficar o dia todo na escola. Redução de matérias nesse currículo do ensino médio. Foi um evento muito bom, bem receptivo por parte da comunidade”. 

Sobre as críticas, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação respondeu ao JC que a contratação temporária de docentes está em conformidade com a lei complementar n.º 1.093, de 16 de julho de 2009.

Quanto à seleção de escolas para o programa Ensino Integral, informou que o processo é realizado com uma etapa técnica e outra que consiste na consulta à comunidade das escolas que foram pré-selecionadas.

Sobre as alterações na grade curricular estabelecidas a partir deste ano, a assessoria informa que “foram considerados não só o amplo acervo de estudos e pesquisas sobre este tema, mas também as sugestões de entidades da sociedade civil atuantes na área de educação e de representantes da própria rede estadual de ensino”.

E encerra a nota com a seguinte afirmação: “As mudanças nas grades curriculares visam uma maior integração e articulação de conteúdos das disciplinas, além de proporcionar ao aluno uma formação integral com base no equilíbrio entre as três grandes áreas do conhecimento”.