Estávamos em um descontraído bate-papo, três amigos entre os 63 e 68 anos de idade, e eu com 64 anos, quando um deles falou que "os jovens de hoje têm um péssimo gosto musical, não dançam de rostos colados, têm um comportamento social inadequado e são uns fracassados nos relacionamento amorosos."
Contestei veementemente, dizendo-lhe: - Eu reputo que tive uma adolescência maravilhosa. Curti as melhores músicas, dancei abraçadinho, roubei suspiros e namorei de me lambuzar. Aquele adolescente que existia em mim continua vivo dentro do meu peito e da minha mente, mas o jovem de hoje tem a sua música, os seus gostos, a sua conduta e seus métodos de envolver-se afetivamente, porque está vivendo a sua época e não a nossa. Jamais podemos pretender que vivam a nossa, essa nos pertenceu e ficou gravada eternamente em nossos corações.
Contudo, cabe observar que alguns casos de desvio de comportamento social e escolar são devidos à permissividade que nós, os adultos de hoje, estamos ocasionando-lhes por não sabermos impor-lhes os devidos limites.
Nei Silveira de Almeida