09 de julho de 2026
Polícia

Fogos de artifício estouram e causam ferimentos em garoto


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Um menino de 13 anos morador do bairro Pousada da Esperança II, em Bauru, ficou ferido após uma bomba de fogos de artifício estourar na sua mão esquerda na manhã de ontem. O fato aconteceu enquanto ele brincava com o irmão de 10 anos no quintal de sua casa.

De acordo com a mãe da vítima, Rosângela Aparecida Burqui, no momento em que os dois brincavam na frente da residência ela estava no “fundo” do imóvel lavando roupa.

“Eu não sabia que eles estavam com bombinha. Escutei um estouro e saí correndo, quando vi, ele já estava sangrando e chorando muito”, conta a mulher, que acompanhava o filho no Pronto-Atendimento Infantil (PAI). Após receber o atendimento inicial e fazer exames de raio X, P.S.O. foi transferido para o Hospital Estadual (HE).

Conforme explicou o cunhado da vítima, Gleison Henrique da Silva, 20 anos, o menino teria ganhado as duas bombas de um colega de escola. Uma delas, o irmão de 10 anos contou que eles estouraram em um terreno próximo à casa. Já a outra seria acesa dentro do quintal e lançada para a rua na manhã de ontem.

“A bomba estava gasta em cima e eu falei para ele não acender porque poderia estourar na mão dele. Depois disso, fui comprar cigarro e quando voltei já tinha acontecido tudo”, conta Gleison.

Além da mãe, também estava na casa a irmã de 17 anos da vítima, Camila Pauana de Oliveira, que contou à reportagem que quando o estouro aconteceu, uma agente do posto de saúde passava pela rua e parou para socorrer o garoto e acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Ela colocou um pano na mão dele e chamou o Samu”, reforça.

O JC consultou um vendedor de fogos de artifício na cidade, que informou que a bomba em questão teria força para estourar uma garrafa pet.

No final da tarde de ontem, após ser atendido no setor de Pediatria do HE, o garoto foi encaminhado ao centro cirúrgico. Porém, até o fechamento desta edição a assessoria de imprensa do hospital não havia recebido informações da equipe médica sobre a extensão dos ferimentos provocados pela bomba.