08 de julho de 2026
Cultura

?Novas? danças

Ana Paula Pessoto com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Clássica, moderna, folclore (racks al saya, conhecido também como dança da bengala), percussão tribal  (tribal fusion), dança sufi (Melawyeh) e tanoura estão entre os estilos de danças que serão apresentados no 2º Festival de Danças Árabes e Étnicas de Bauru, marcado para o dia 28 de outubro, às 17h, no Teatro Veritas da Universidade Sagrado Coração (USC).

Danças com acessórios, como véus e espadas, danças étnicas, cigana, hula e fusões com tango prometem levantar o público, conforme destaca a bauruense Mariana de Oliveira, também conhecida como Jade Suhaila, realizadora do Festival e bailarina de referência na cidade quando o assunto é dança do ventre.

“Também teremos números com música ao vivo. É um projeto novo com música alternativa e danças étnicas. Ao todo, 45 bailarinos se apresentarão”, acrescenta.

Entre os grupos participantes estarão a Cia. de Danças Titãs, Grupo Jade Suhaila, Grupo Pietra Lincah, Equilíbrio Natalia Silva, Grupo Patty Tsumoto, Grupo Mabruck e Grupo Lu Pola.

 

Inédito

Valorizar a riqueza das diferentes culturas está na proposta do festival, que trará as danças tanoura e sufi pela primeira vez a Bauru (saiba mais sobre esses estilos em textos nesta página). Os dois estilos serão apresentados por Thomaz Maxwell, dançarino da reconhecida Cia. de Danças Titãs São Paulo, grupo formado por homens especializados em danças árabes masculinas.

 

O Teatro Veritas fica na rua Irmã Arminda, 10-50, Jardim Brasil. Os convites custam R$ 10,00 mediante a doação de um quilo de alimento não-perecível e podem ser adquiridos com os membros da Companhia de Danças Árabes Jade Suhaila. Informações e convites: (14) 8129-9779 ou jadesuhaila@hotmail.com.

 

Único na América Latina

Thomaz Maxwell é folclorista, coreógrafo, bailarino e professor de danças folclóricas e clássicas árabes. Além de ser professor e integrante do corpo de bailarinos da “Cia. de Danças Titãs - Dança e Arte” e do “Espaço Maktub”, ele é organizador e professor responsável do único grupo artístico de dança sufi, giros dervixes e tanoura da América Latina.

De ascendência saudita, Thomaz costumava dançar nas festas de sua família desde sua infância. A partir de 2003, passou ao nível profissional de pesquisa e divulgação da cultura árabe. O dançarino foi aluno de nomes consagrados da dança internacional, como Ali Khali, Amr Abdallah (Egito), Yousry Sharif (Egito), Zahra Saidi, Amara Saadeh, Angeles (Argentina), Munique Neith (Espanha), Virgínia (EUA), entre outros.

Atualmente, Thomaz é o único bailarino brasileiro a se apresentar de forma artística com as danças tanoura e darwishyah (Giros Dervixes). Seu trabalho já rendeu diversos prêmios.

 

Conheça a Sufi e a Tanoura

Sufi (Melawyeh)

O que é: conhecida como a corrente mística e contemplativa do Islam, o Ritual Sema, que é a dança sufi, tem influências dos costumes e cultura turca.

Apresentação: acredita-se que o poder divino entra pela palma da mão direita, apontada para cima, passa pelo corpo e sai pela palma da mão esquerda, apontada para baixo, em direção à terra, durante a dança.

Tanoura

O que é: dança egípcia voltada ao espetáculo. Não é acompanhada de canções e orações como na forma turca, entretanto, a espiritualidade está presente na expressão de transe dos dançarinos. Usam-se quatro saias coloridas que simbolizam as quatro estações e propiciam um belíssimo espetáculo.

Apresentação: consiste na apresentação dos músicos, dança de apresentação dos dançarinos e dança com os giros “tanoura”, onde os dançarinos giram incessantemente, um ao centro e os outros em volta, simbolizando o sol e os planetas girando em harmonia.