Oslo - Uma equipe do governo da Colômbia e um grupo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) iniciaram ontem nas proximidades de Oslo, na Noruega, a segunda fase das negociações de paz para tentar encerrar o conflito armado mais antigo das Américas.
A reunião foi a portas fechadas. As duas delegações devem falar à imprensa hoje em Hurdal, nos arredores da capital norueguesa, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país.
Noruega e Cuba, para onde as negociações se trasladarão nas próximas semanas, são países “fiadores” do processo anunciado pelo governo Juan Manuel Santos em setembro passado. Venezuela e Chile “acompanharão” as reuniões entre as partes.
Otimismo
Segundo a delegação colombiana, nas reuniões de Oslo serão definidos aspectos logísticos do diálogo e serão preparados os próximos encontros em Havana.
De acordo com agenda acordada na primeira fase das negociações, cinco temas nortearão as conversas: questão agrária, participação política, condições para o fim do conflito, narcotráfico e situação das vítimas.
À diferença de processos anteriores, a negociação se dará sem cessar-fogo em terreno na Colômbia, um aspecto que divide especialistas.
A guerrilha chegou a sugerir o fim das hostilidades, mas o governo colombiano rejeitou a opção.
Chefe da delegação do governo colombiano, o ex-vice-presidente Humberto de la Calle deixou Bogotá anteontem “com esperança, com otimismo moderado”.
Do lado das Farc, confirmou-se a participação do guerrilheiro Iván Márquez, o segundo na hierarquia da guerrilha depois do comandante Rodrigo Lodoño, o “Timochenko”.