Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou ontem que o país avançou no combate ao câncer de mama e de colo do útero, mas acrescentou que ainda é preciso superar desigualdades regionais para que mais pessoas, principalmente do Norte e do Nordeste, tenham acesso a exames preventivos e a tratamento.
Esses dois tipos de câncer são os mais frequentes na população feminina. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que em 2012, no país, haja 52,6 mil novos casos de câncer de mama e 17,5 mil de colo do útero. Ambos podem ser tratados e até curados caso haja o diagnóstico e o tratamento adequado.
Esse é o principal objetivo do Outubro Rosa, movimento que ocorre mundialmente. No Brasil, a mobilização reúne um conjunto de estratégias do Poder Público e de organizações da sociedade civil para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce como forma de aumentar as chances de cura.
Entre as ações adotadas pelo governo federal estão programas de acesso a exames de prevenção e a tratamento. “Temos feito com que os exames cheguem mais próximo às mulheres, de forma mais regular e mais constante”, destacou Padilha, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência em parceria com a EBC Serviços.
De acordo com ele, por ano, são realizados 30 milhões de procedimentos e tratamentos de câncer no país, “mas o acesso é ainda muito desigual.” O ministro lembrou que, além das unidades de saúde, são disponibilizadas unidades móveis para realização de mamografias em locais de difícil acesso e com menos estrutura.
O Programa Mamografia Móvel foi criado por meio de portaria assinada no início do mês.