Uma pesquisa mostra que o aluno quando sai da Fatec/Jaú com um dos cursos voltados a hidrovia e entra como trainee num estaleiro recebe cerca de R$ 3 mil/mês. Se ele for um oficial da Marinha, aproximadamente R$ 4,5 mil, explica o professor Celso Nagado.
“Um convênio com a Marinha brasileira possibilita que o formando faça mais um ano e seja um oficial de máquinas. Se ele fizer dois anos a mais, será um oficial de náutica. O salário médio de oficiais é de R$ 7,5 mil. Tem ainda a possibilidade de prestar concurso para a Marinha de Guerra.”
As possibilidades, segundo Nagado, são muitas. “Muitos estão indo para a Marinha, que oferece complementação e um salário acima de R$ 7 mil. Outros, vão para a indústria de petróleo. É um mercado crescente e que paga melhor, apesar das exigências serem maiores. Lá exigem a língua inglesa. A faculdade está conseguindo atender esse requisito.”
Para trabalhar nas embarcações é necessário possuir diploma do curso de adaptação para Aquaviários, ministrado pela Marinha do Brasil, na Faculdade de Tecnologia de Jaú. A Transpetro,(subsidiária da Petrobrás) está com um projeto de estímulo a formação de fluviários no interior paulista. “Em setembro, a Transpetro realizou a segunda fase de palestras em escolas técnicas do interior de São Paulo para incentivar a formação de fluviários na região.
O objetivo foi atrair os moradores de cidades do entorno da Hidrovia Tietê-Paraná para as 400 vagas de fluviários que serão abertas pela Companhia nos próximos anos.”
As apresentações foram feitas nas unidades do Senai em Limeira, Piracicaba, Botucatu, Lençóis Paulista, Jaú, São Carlos, Araraquara, São José do Rio Preto e Araçatuba. Na cidade de Bauru houve duas palestras, uma no Senai e outra na Unesp.
Os fluviários vão trabalhar nas 100 embarcações (80 barcaças e 20 empurradores) que fazem parte do Promef Hidrovia, primeiro programa a utilizar em larga escala o potencial da Hidrovia Tietê-Paraná. A alternativa será usada para escoamento de etanol do Centro-Oeste e Sudeste brasileiros. As embarcações serão construídas pelo Estaleiro Rio Tietê, em Araçatuba, cujas obras foram iniciadas em setembro deste ano.
Na segunda fase
O objetivo da companhia é investir na mão de obra local, para incentivar o desenvolvimento e a geração de empregos. Essa é a segunda fase de palestras da Transpetro no interior paulista.
No ano passado, a empresa apresentou o projeto para cerca de mil alunos de 13 instituições nas cidades de Bauru, Araçatuba, Botucatu, Piracicaba, Limeira, Jaú, São Carlos, Araraquara e São José do Rio Preto.
Vertente hidroviária do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), o Promef Hidrovia terá investimentos de R$ 432,3 milhões.
O projeto permite também o transporte de derivados de petróleo, melhorando a logística de abastecimento do Centro-Oeste.