08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Vamos vestir o quê?


| Tempo de leitura: 3 min

Eu da geração "Baby-Boomer", do período de 1945/1959 tenho alguns conceitos sobre como me vestir, que certamente não são os de hoje. Hoje a geração Y não tem nada a perder, roupas rasgadas, piercings na boca, no nariz, na sobrancelha, tatuagens, cores em desacordo com a moda, shorts curtíssimos, blusas que mal cobrem a parte superior do corpo... enfim... a vestimenta perdeu sua beleza? A mulher como o homem quando se dirigiam a Faculdade, na década de 60, 70, ou até 80, iam de vestido ou então o jovem ia de terno e gravata... mas de uma forma discreta e sem adereços espalhafatosos. O tempo "evoluiu!" a geração X, Y, está com a predominância da liberdade rotulada na testa, os jovens usam bermudas, sandálias, brincos, bonés, as jovens, shorts tão curtos, que muitas vezes a protuberância das nádegas ficam a sugerir um biquini disfarçado... e aí ? pergunto eu... será que essa liberdade desenfreada da juventude Y não terá reflexos num mundo não tão distante? Será que o pudor, a falta de respeito, educação, perdeu-se no tempo? E tudo é normal para os dias de hoje? Será que os jovens não percebem que tem que haver uma adequação proposta para o tipo de roupa à ser usada. Cada situação exige um modelo adequado que não exponha nem a moça e nem o moço à uma situação vexatória de ficar "por fora" do meio em que está.

Sou do tempo em que quando a moça se sentava e cruzava as pernas, se houvesse "um lance" (termo usado para quando o rapaz observasse um pequeno pedaço da parte superior da coxa), mas com muita discrição, com o cuidado de não dar alarde do fato aos outros colegas....era uma alegria só...a imaginação fluía...mas tudo discretamente. Hoje, as moças de uma forma em geral, andam com uma saia que não dá um palmo de tecido, quando no sentido vertical, imagine no sentido horizontal... "é só alegria", como diz a nossa "secretária" Ercilia. A beleza, a descoberta, o "não deixar ver", que transformavam o poema da feminilidade, em será que...(?)... faziam o homem sonhar, imaginar, e romper as barreiras do impossível, só com o pensamento do que poderia ser...

Parafraseando, Bel Pesce, autor do livro "A menina do vale"; "Idade é algo interessante. Carregamos esse número conosco, e, junto com ele, vêm certas crenças. Alguns acham que, se você é jovem, é inexperiente e imaturo. E, se você é adulto, então já é muito tarde para se aventurar". Será que a "família", pai, mãe, não veem quando seus filhos, (as) saem de casa, não lhes dão orientação de como se portar perante uma sociedade, que pode estar corrompida, mas vale a premissa de que se um não quer dois não brigam. Talvez os pais estejam absortos em seus celulares, I-pods, notbooks, comunidades, e não tenham tempo suficiente para lhes dirigir o principal: A PALAVRA DE ORIENTAÇÃO, que tanta falta faz nos dias de hoje, aos nossos jovens. Vale um alerta: A FAMÍLIA É A CÉLULA MATER DA SOCIEDADE, não importa como está constituída, mas que é necessário existir, isso é, pois além da vestimenta externa dos jovens, a família é responsável pela formação interior dos mesmos, que se bem orientados, saberão como se posicionar frente às novas situações a que são expostos e consequentemente, saberão resolver a máxima : "Vamos vestir o quê?

Professor Carlos Alberto Alves Neves