10 de julho de 2026
Internacional

Barack Obama e Romney fazem o debate mais agressivo da campanha

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Boca Raton - No último e mais agressivo de seus três debates na disputa pela Casa Branca, Barack Obama e Mitt Romney travaram anteontem na Flórida uma disputa acirrada para ver quem era o mais duro com o Irã, o maior aliado de Israel e o melhor para manter a moral americana no mundo.

Obama - mais ríspido e sarcástico do que nos embates anteriores, chegando a acusar o rival de mentir - não só lembrou que havia endurecido as sanções contra Teerã pelo suposto caráter bélico de seu programa nuclear como prometeu aumentá-las, repetindo que todas as opções continuam na mesa.

Romney retrucou que ampliaria a pressão a ponto de os diplomatas iranianos virarem “párias” mundo afora.

Os dois também disputaram o eleitorado judaico tão numeroso na Flórida, que sediou o debate e ainda está indecisa, cortejando Israel.

Obama tentou defender seu legado afirmando que o copo estava meio cheio e Romney apontando a metade vazia - ‘vejo nossa influência diminuindo ao redor do mundo”, afirmou diversas vezes no debate.

Essa falta de contraste em propostas paralela à divergência retórica ficou clara quando o tema abordado foi a Primavera Árabe e seus desdobramentos no Oriente Médio. Os dois defenderam ampliar a oportunidade econômica na região, mas Obama classificou os resultados como mais positivos, e Romney, como “tumulto perigoso”.

O maior racha surgiu na Síria, onde Romney defende armar a oposição e o presidente se opõe, embora tenha ensaiado o mesmo na Líbia.

A América Latina apareceu apenas em duas menções do candidato republicano, defendendo ampliar os laços comerciais com a região, na qual disse ver uma “grande oportunidade”. Obama não citou os países vizinhos.

O viés econômico permeou boa parte do debate, chegando a desviar 20 minutos dos 90 da noite que deveria focar política externa para tratar de novo de deficit federal, empregos e até educação.

O tema reemergiu no bloco final, que tratou de China. Enquanto Obama enfatizou as ações que abriu na Organização Mundial do Comércio contra Pequim, Romney criticou os chineses mas classificou-os como parceiros.