A edição de 23/10 trouxe uma carta da leitora Glaucia Reis que protestou contra o corte de árvore frutífera feito pela Semma na rua dela. Gláucia, não é de hoje que a Semma deveria ser chamada de Secretaria de Destruição do Meio Ambiente. Já cansei de fazer fotos de árvores decanas, lindas e fortes, sem cupins e de tronco visivelmente sadio, picadas em pedaços pelos mateiros da Semma. As respostas são sempre cartoriais e invariáveis: "Estavam doentes" (mesmo sem jamais terem um laudo para comprovar).
Na cidade do prefeito ambientalista, a Semma é o contraponto da lógica ambiental. No canteiro central das Nações Unidas, na frente da rodoviária, cortaram 4 árvores imensas e plantaram 4 palmeiras esquálidas de 2 metros. Na rua Lázaro Rodrigues tiveram a audácia de cortar ao toco 8 grandes árvores de toda uma quadra, onde hoje replantaram varetas que nunca farão sombra alguma. Perto do viaduto da Duque x Nações Unidas, ainda está lá o tronco picado de uma sibipiruna de outrora 20 metros de altura. Na Manoel Bento Cruz, quadra 10, 3 imensas árvores foram ao chão em 2 dias. Exemplos não faltam e parece que os funcionários da Semma ganham por metro cúbico de madeira cortada.
Que tipo de pessoa gerencia aquele órgão? Por que Rodrigo Agostinho não interfere? Que favor político deve ao secretário do Meio Ambiente? Chega de respostas monocórdias de "estavam doentes". Isso é sem-vergonhice de quem nada entende da função. Na área central de Bauru restam pouquíssimas árvores de grande porte, mas duvido que durem até o fim do mandato do prefeito.
Parece que nosso ilustre secretário tem predileção pelo calor, asfalto e calçadas quentes e se incomoda com o tom verde das grandes copas. Bauru pede arrego, prefeito. Não há lógica em cortar uma sibipiruna de 20 metros e replantar um oiti que não sairá de 3 metros de altura. Aponto uma dúzia de cidades que são polos verdes, um respeito ao cidadão e meio ambiente, sem a esquizofrênica teoria de encontrar árvores "doentes" o dia inteiro. Rodrigo: se algo precisa ser podado, está naquela Secretaria. Moto-serra em seu secretário de Destruição do Meio Ambiente.
Ivan Goffi