08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Resposta a Toron


| Tempo de leitura: 4 min

1. Em decorrência das últimas manifestações pejorativas feitas pelo candidato Toron ? e acompanhadas por alguns ?, balizadas nas expressões "coronelismo", "clientelismo" e "pires na mão" que foram atribuídas à relação havida entre a Seccional da OAB/SP e as presidências das Subseções, sinto-me obrigado a dirigir-me a vocês para fazer certos esclarecimentos motivados pelo respeito e consideração que nutro por todos. 2. Coronelismo, clientelismo e "pires na mão" são expressões tão desagradáveis que somente quem não tem o mínimo de respeito com o interior e com os presidentes de Subseções poderia ser capaz de cunhar. 3. De há muito o interior representa qualidade e maioria no contexto da OAB/SP e da advocacia, daí porque é no mínimo desarrazoado referir-se aos presidentes de Subseções como sendo pessoas subservientes que estariam sempre de "pires na mão" nos seus relacionamentos com a Seccional. 4. Em um passado não tão distante realmente isso até foi verdadeiro, pois segundo informações que se colhem junto às lideranças mais experientes essa era a forma de agir de quem nunca teve compromisso algum com a advocacia. 5. Hoje isso não é verdade! Agora ? e isso testemunho minimamente há duas gestões na função de presidente da Subseção de Bauru ?, a conversa é bem diferente! Seccional e Subseções caminham com recíproco respeito e reconhecendo os limites das suas competências e responsabilidades. 6. As Subseções são conduzidas pelos seus diretores, com o auxílio dos seus coordenadores, colaboradores e das lideranças locais da Advocacia, sem as desagradáveis ingerências de outrora daqueles que antes se passavam por representantes da Advocacia Paulista, mas que na verdade assim figuravam não como agentes facilitadores da resolução dos problemas que se abatiam sobre a classe. 7. Trabalho, respeito e lealdade! Seguramente esses foram os qualificativos das duas últimas gestões e da que está próxima de se findar.

8. Liderança não se alcança com os mandos e desmandos do lamentável discurso do coronelismo, do clientelismo e do "pires na mão", mas se conquista com muito trabalho e respeito aos advogados, às Subseções, as suas diretorias e aos seus coordenadores e colaboradores. 9. Se hoje a atual Diretoria da Seccional ostenta a honraria de poder contar com o apoio da grande maioria dentre os 226 presidentes de Subseções, isso não se deve a um passe de mágica, resultado de "pires na mão" e muito menos a qualquer tentativa de mandar em quem quer que seja, mas sim e evidentemente a muito trabalho, principalmente o anônimo, que não faz parte do agir das pessoas vaidosas que só trabalham quando têm cargo que possa lhes dar visibilidade. 10. Em mim e certamente em todos os presidentes de Subseções, ninguém manda, nenhum coronel manda, não há relação de clientelismo ou de "pires na mão" conosco, porque somos todos guiados exclusivamente pelo trabalho, pelo respeito e pela lealdade dos nossos compromissos com a Advocacia, com a nossa consciência cidadã e com a razão que sempre encontramos naqueles verdadeiros líderes da Advocacia que, pública ou anonimamente, sempre estão dispostos a enfrentar tanto os mais leves quanto os mais pesados problemas e dificuldades que nos afligem.

11. Eu e todos os presidentes de Subseções honramos o mandato que recebemos. 12. Não estamos e nunca estivemos à venda para bem administrar as Subseções, porque o dinheiro que possa vir a nos faltar, como sempre será recompensado em dobro pela dignidade que nunca nos faltou e certamente jamais nos faltará. 13. O nosso trabalho, o nosso respeito e a nossa lealdade se conquistam por ações ligadas a estas mesmas medidas (trabalho, respeito e lealdade), justamente porque não pautamos as nossas ações (passadas, presentes e futuras) nas vaidades ou nas revoltas peculiares aos descompromissados que mudam de lado não por um ideal que passaram a defender, mas porque não tiverem um interesse pessoal atendido. 14. Advogados, advogadas, diretores da Seccional, presidentes e diretores de Subseções, coordenadores de Comissões, colaboradores da OAB e comunidade de Bauru e Região, só nos resta aconselhar ao exercício continuado e perseverante do trabalho desenvolvido em prol da Advocacia. 15. Coronelismo, clientelismo e "pires na mão" não são e nunca foram ou serão manifestações que se encaixam na administração de um presidente de Subseção e tampouco de um presidente da OAB/SP.

Caio Augusto Silva dos Santos - OAB/SP 147.103 - Presidente da Subseção de Bauru da OAB/SP