10 de julho de 2026
Cultura

Retorno às origens


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Divulgação

“007 - Operação Skyfall’’, filme que marca os 50 anos do agente secreto nos cinemas, tem sido anunciado como um retorno às origens. E é. O diretor Sam Mendes (premiado com o Oscar por “Beleza Americana’’, de 1999) cumpriu a missão de trazer o charme do antigo James Bond de volta e ainda modernizá-lo.

O longa, que estreia hoje nos cinemas brasileiros, inclusive em Bauru, recupera algumas antigas tradições do espião, que tinham sido esquecidas ou transformadas nos filmes anteriores protagonizados por Daniel Craig. O fino humor inglês aparece com boas piadas. Q (Ben Whishaw) também surge com seus apetrechos inventivos. As cenas de ação que contrariam as leis da física têm mais destaque do que as de luta corporal.

Ao mesmo tempo, o diretor consegue dar humanidade ao herói ao mostrá-lo já cansado, velho e com problemas de alcoolismo. Em um belo discurso de M (Judi Dench), o filme também tenta esclarecer ao espectador por que um espião britânico com licença para matar ainda pode ter importância num mundo pós-Guerra Fria, onde os criminosos ficam atrás de computadores.

Na história, o MI6 está sob ataque e Bond precisa encontrar a origem da ameaça. M tem papel fundamental nesta 23ª aventura do agente, e suas ações do passado voltam para assombrá-la. Os fãs da série ainda vão ter uma surpresa ao conhecer um pouco mais das origens de 007. Destaque especial para o vilão da vez, vivido por Javier Bardem, que rouba a cena em qualquer filme que faz. O elenco ainda tem Ralph Fiennes e as “bond girls’’ Naomie Harris, inglesa, e Bérénice Marlohe, francesa.

Novas “bond girls’’ têm papel importante na história de 007

Como todo James Bond que se preze, em “007 - Operação Skyfall’’, o agente secreto vivido por Daniel Craig está cercado por belas mulheres. No novo filme, elas aparecem em poucos momentos, mas possuem grande importância no desenrolar da história.

A primeira “bond girl’’ a surgir no longa é Eve (Naomie Harris), que aparece logo nas primeiras cenas e é uma agente secreta que também trabalha no MI6. Apesar de ser colega de trabalho de 007, ela acaba dando um tiro nele e faz com que o agente seja dado como morto. O fato de ela quase ter tirado a vida do espião é tratado com humor ao longo da trama.

Outra personagem-chave é Severine (Bérénice Marlohe), que se tornou uma espécie de prisioneira de Raoul Silva (Javier Bardem). Bond a encontra em um cassino, em Macau. Como não poderia deixar de ser, ela cede aos encantos de Bond e, após uma incrível noite de amor.

 

“Finalmente vão me ver sorrir”

Para divulgar o lançamento do novo filme da franquia 007, “Operação Skyfall’’, o ator Daniel Craig, que interpreta o lendário personagem pela terceira vez, conversou com a imprensa brasileira por meio de uma videoconferência.

Para o ator, este novo filme mostra um Bond mais real e humano. “Meu personagem é colocado em situações que podem ocorrer com qualquer um, e isso o aproxima dos espectadores.’’ Esse lado mais humano também será demonstrado pelo bom humor do personagem. “Os temas deste filme são mais leves. Finalmente vocês me verão sorrir’’, disse o ator, que, para muitos, faz um dos Bonds mais sérios de toda a franquia de filmes.

Quando foi escolhido para viver o agente, muitos fãs da série criticaram a opção, principalmente por Craig ser loiro, ao contrário dos outros atores que interpretaram o personagem. Após três filmes, ele garante que isso ficou para traz. “Só eu sei o quanto trabalhei para fazer Bond e o quanto o amo, mas é claro que temos muitas coisas para melhorar.’’

Ainda segundo o ator, o longo período entre os filmes -o último 007 é de 2008- foi positivo em todos os aspectos. “Tivemos mais tempo para trabalhar o roteiro e também aproveitei a oportunidade para fazer outros filmes.’’

Quando questionado sobre qual ator ele escolheria para ser o único James Bond, caso isso fosse possível, Craig não foi taxativo, mas afirmou: “Adoro o Sean Connery’’, em alusão ao ator que interpretou seis filmes da série.