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Aceituno Jr. |
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Kellington Luiz disse que estrangulou Antônio (ao lado) em legítima defesa |
Um jovem de 19 anos foi preso e confessou, ontem, o assassinato de Antônio de Fátimo da Silva Inhesta, que trabalhava como porteiro e era assumidamente homossexual. À reportagem e à polícia, Kellington Luiz Freitas Moretto alegou que estrangulou a vítima, de 58 anos, em legítima defesa. No entanto, ele responderá a inquérito por latrocínio (roubo seguido de morte).
O crime ocorreu na madrugada do dia 10 de agosto, na quitinete da vítima, localizada na rua Demétrio Arieta, no Jardim Carolina. De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, amigos de Inhesta teriam relatado que ele mantinha um relacionamento amoroso com Kellington.
Na madrugada em que o crime ocorreu, um rapaz teria sido visto deixando a quitinete com algumas sacolas, a bordo do carro da vítima, um Renaut Clio de cor branca. Além do veículo, foram levados um aparelho celular e cerca de R$ 1 mil que Inhesta utilizaria para pagar aluguéis atrasados.
Kellington, entretanto, afirma ter se apropriado apenas de R$ 40,00 e disse que agiu em legítima defesa. Segundo sua versão, ele e a vítima bebiam cerveja na quitinete quando o morador o teria flagrado tentando furtar dinheiro da casa.
“Ele veio para cima de mim e tentou me estrangular. Eu só me defendi. Peguei um fio de ferro e só queria fazer com que ele desmaiasse, mas ele acabou morrendo”, relata, negando qualquer envolvimento sexual com Inhesta.
Desde o início das investigações, Kellington era o principal suspeito do homicídio por ter sido apontado como namorado de Inhesta. Por volta das 15h30 de ontem, ele foi localizado em uma padaria da quadra 10 da rua Nicola Avalone, nas proximidades de sua residência, no Jardim Bela Vista.
O rapaz já possuía antecedentes criminais por furto de veículos e, curiosamente, em algumas destas ocorrências, as vítimas também eram homossexuais. Como seu nome já constava no banco de dados da polícia, a testemunha que teria visto um homem saindo da quitinete na madrugada do assassinato foi chamada para reconhecê-lo através de fotografia. “Esta pessoa o reconheceu com 100% de certeza”, acrescenta Granja.
De acordo com o delegado, a digital impressa no RG do jovem foi confrontada com as digitais encontradas no local do crime e no carro da vítima, que foi localizado abandonado no mesmo dia do assassinato, na Vila Nova Esperança. “As digitais eram as mesmas. Além disso, dentro do veículo, havia um cigarro que era da mesma marca que o Kellington costumava fumar, segundo confirmaram donos de bar que ele frequentava com a vítima”, acrescenta.
Durante a prisão, concluída após uma campana realizada por uma equipe da DIG, o autor do homicídio não ofereceu resistência e confessou o crime. Ele disse que pretendia furtar R$ 300,00 para saldar uma dívida e que apenas levou o veículo de Inhesta para poder fugir depois da briga.