O Citigroup terá que pagar uma multa de US$ 2 milhões por não supervisionar seus analistas. O banco permitiu que eles antecipassem a investidores informações privilegiadas sobre o futuro das receitas do Google e o desempenho do Facebook depois da entrada na Bolsa.
A punição é fruto de uma investigação do Estado americano de Massachusetts.
O Citi foi um dos bancos que deram aval à entrada da rede social na Bolsa eletrônica Nasdaq, ao lado do Goldman Sachs, Morgan Stanley entre outros.
No caso do gigante das buscas, o envolvido foi o analista Mark Mahaney, que até então era um dos mais respeitados do mercado, e acabou demitido nesta semana.
Em abril, Mahaney disse a um jornalista da revista francesa "Capital" que ele acreditava que as receitas do Google vindas do YouTube iriam ficar aquém das estimativas da empresa.
À comunicação interna do Citi Mahaney negou a declaração, dizendo que estava ciente dos riscos da antecipação das informações.
No caso do Facebook, um dos analistas da equipe de Mahaney enviou a um amigo que trabalhava no blog de tecnologia TechCrunch uma análise do Citi sobre o futuro da rede social.
A investigação do Estado de Massachussets mirava a grande especulação em torno do IPO do Facebook. Dias antes da abertura de capital, bancos subscritores aumentaram o volume de ações à disposição para negociação, o que elevou o preço inicial dos papéis.
O IPO arrecadou US$ 16 bilhões, na maior operação da história das empresas de tecnologia, e a avaliou em US$ 104 bilhões.
As ações do Facebook foram vendidas inicialmente a US$ 38, mas despencaram vertiginosamente nos pregões seguintes até atingir metade do valor na última terça-feira, quando a sinalização de que começou a ganhar com celulares, tido até então como ponto fraco, reavivou seu desempenho na bolsa.
Em comunicado, o Citi afirmou estar "satisfeito de ter esse assunto resolvido". "Nós conduzimos nossas políticas e procedimentos muito a sério."