09 de julho de 2026
Saúde

Vidro vira opção para lesões ósseas


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Estudos desenvolvidos no Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão propondo novas técnicas e produtos para o desenvolvimento de enxertos ósseos artificiais.

Recentemente, os pesquisadores da unidade patentearam um invento que utiliza o biosilicato, um material obtido a partir de um processo de cristalização de vidros que é altamente bioativo e possui a habilidade de interagir com o tecido ósseo e promover sua regeneração.

A patente foi intitulada "Suspensão para preparação de enxertos ósseos (scaffolds) à base de biosilicato, enxertos ósseos obtidos e processo de obtenção dos mesmos". A dimensão da importância do invento dos pesquisadores pode ser medida pela relevância dos tratamentos de lesões ósseas, já que o tecido ósseo é considerado, depois do sangue, o segundo tecido mais comumente transplantado.

Além disso, os pesquisadores do laboratório ressaltam que o envelhecimento da população e o aumento de cirurgias ortopédicas que utilizam enxertos ósseos têm ampliado a uma rápida taxa de crescimento esse tipo de necessidade clínica e o mercado para os tratamentos baseados em biomateriais.

Atualmente, a forma mais utilizada pelos médicos no tratamento de fraturas ósseas é o enxerto autógeno, realizado com material proveniente do próprio paciente. No entanto, a pequena quantidade de material disponível, os riscos de infecção e a necessidade de cirurgias adicionais entre outras complicações, tornam essa terapia insatisfatória.

No tratamento de fraturas ósseas a partir do novo invento, o desafio dos pesquisadores tem sido desenvolver um tipo de material que seja altamente poroso ao mesmo tempo que tenha propriedades mecânicas o mais próximo possível do osso com o qual irá interagir.

Segundo os pesquisadores, a proposta que utilizaria o enxerto a partir dos scaffolds à base de biosilicato tem a vantagem do material projetado possuir uma estrutura porosa que permite o crescimento do tecido ósseo em seu interior e uma posterior reabsorção do material bioativo pelo organismo do paciente.