11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Eleições municipais: que lições tiramos delas?


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A primeira lição, terminadas as eleições, para nós candidatos é hora de agradecer pelos votos de confiança e de solidariedade recebidos e que nos honram; é hora de parabenizar os eleitos, desejando-lhes sucesso na grande jornada que têm pela frente.

É preciso dizer também que o processo eleitoral é um momento privilegiado para se discutir a cidade, seu futuro e seu destino mas, infelizmente, as eleições municipais foram campanhas despolitizadas, marcadas por questões locais, tanto nas capitais quanto nas grandes e médias cidades, onde a solução de seus problemas depende de um conjunto de mudanças estruturais, isto é, de um novo modelo de desenvolvimento nacional e de cidade. Este debate inexistiu.

Estamos longe de discutir projetos alternativos de cidade nos momentos eleitorais e perdemos, mais uma vez, essa oportunidade. Aliás, o que se viu foi uma inversão de papéis dos representantes municipais, uma "concorrência?? inexplicável que confunde e despolitiza o eleitor. Um retrocesso político.

A discussão primordial ficou centrada nas obras, que obras? Poderia ser uma boa discussão se estivesse vinculada a um planejamento integrado de cidade. Foi pontual e desarticulada do conjunto urbano.

As cidades são todas iguais e, por não serem planejadas, obriga seus administradores a "mostrar?? serviço a cada quatro anos, mas um projeto de cidade não se constrói em tão pouco tempo. Mudanças e transformações demandam muito mais que dois ou três mandatos. Mas esta é outra história.

Por tudo isso é preciso debater e pactuar com todas as forças sociais e políticas representativas, com os recém-eleitos, com a sociedade organizada, o destino das cidades para torná-las um espaço humanizado e agradável de viver.

Numa palavra, é preciso humanizar as cidades, sendo indispensável o planejamento participativo que legitima a Democracia e dignifica o cidadão.

Isaias Daibem