Tivemos na segunda-feira, 22/10, três casos confirmados de meningite viral, com crianças da Educação Infantil, da mais tradicional casa de ensino de nossa cidade. Após 86 anos, o Colégio São José se calou no decorrer desta semana. Fomos todos, direção, professores, funcionários, pais e alunos tomados por uma onda de medo, insegurança, preocupação, desespero, indignação e, em alguns momentos, raiva. Mas o que houve foi pânico! Por amor... Amor por cada filho. Ninguém que realmente ama os seus colocaria em risco seu próprio filho. Mas ir à escola é colocar em risco? Sim. Assim como ir às festinhas, ao shopping, às lanchonetes, à igreja, ao supermercado e reunir os amiguinhos em casa. Viver é arriscado demais. Confesso que me senti envergonhada em presenciar na noite de 24/10 a direção da escola sendo questionada junto aos representantes da vigilância sanitária e epidemiológica, sobre as condições de higiene da escola. Não posso afirmar pelas outras casas de ensino. Mas se tem algo de que os pais devem se orgulhar, e se tranquilizar, é com a higiene do Colégio São José.
O foco da doença não é a escola. Não há como deixar de citar a postura e transparência na agilidade de informações, disponibilidade e dedicação de toda direção do Colégio São José, durante todo esse tempo. A cada novidade, recebíamos mensagens enviadas pela escola com informações verdadeiras. O que nos deixavam muito tranquilos. Porque profissionais responsáveis dão informações verdadeiras. Não contribuem para que o caos se alastre. Não há como deixar de citar, em especial, o Valter, diretor, a Marilda e Adriana, coordenadora e assessora de Coordenação da Educação Infantil. Vocês foram incansáveis. Acredito que estejam exaustos. Mas existe sempre o ônus e o bônus em fazer aquilo que gostamos. O gigante se calou. O gigante adormeceu. Para acordar ainda mais forte.
Alessandra Carranca Borgo