10 de julho de 2026
Nacional

Em 9 ataques com motos, 22 são baleados na Grande SP


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São Paulo - Homens armados em motocicletas realizaram ao menos nove ataques a tiros na Grande São Paulo durante o final de semana, deixando 22 baleados - seis morreram.

Foi o quarto dia seguido de violência na região metropolitana, com ao menos 37 mortos desde a quinta-feira.

Em todos os casos, atiradores fugiram após os disparos, a maioria contra pessoas que estavam na rua ou em bares. Ninguém foi preso.

No Parque Boa Esperança (zona leste), por exemplo, três pessoas sentadas na mureta de uma passarela foram baleadas por criminosos em moto - um homem morreu.

Também houve ataques nas regiões oeste e central. No Pari (centro), dois motoqueiros atiraram contra clientes de um bar na rua Madeira e feriram três pessoas.

Em Guarulhos, homens em duas motos atiraram contra uma base da Guarda Municipal e fugiram em direção à via Dutra - ninguém foi ferido.

Em Barueri, um casal de namorados morreu baleado por criminosos em moto. Uma adolescente sobreviveu.

“A moto é um veículo de fácil locomoção, que entra em lugares com muita rapidez”, diz o coronel da Polícia Militar Marcos Roberto Chaves da Silva, comandante do policiamento da capital.

Para coibir esse tipo de ação, diz que a PM faz diariamente a operação Cavalo de Aço, de abordagem a motos. “A maioria das motos utilizadas em crimes é roubada.”


Alta da violência

Em setembro, dobrou o número de vítimas de assassinatos em relação ao mesmo mês de 2011, segundo a Secretaria da Segurança Pública - 144 este ano contra 71 em setembro do ano passado.

O governo tem duas hipóteses para a onda de assassinatos: acerto de contas entre criminosos e vingança de policiais militares contra a morte de colegas - 88 este ano.

O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, considera a primeira mais consistente, mas disse na semana passada que não descarta a segunda hipótese.


Alckmin mantém secretário

Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou que irá trocar o secretário, no cargo desde 2009. “(Não há) nenhuma possibilidade.”

Questionado se preparava um plano para conter a violência - como afirmou o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD) na semana passada, disse apenas: “Nós vamos falar amanhã.”