?Segurança
O único projeto de lei que chama atenção na pauta da sessão da Câmara Municipal de hoje é o que torna obrigatória a instalação de dispositivos de segurança nas agências e nos postos de serviços das instituições financeiras. O projeto é de autoria do Executivo e tem o apoio do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas.
?Divisória
O projeto vai além. Prevê também a instalação de biombos, que separe a pessoa atendida no caixa daquela que aguarda na fila. Com a medida, a ideia também é diminuir os crimes ?de saidinha de banco?, já comuns na cidade. Ao adotar o dispositivo, supostos marginais teriam dificuldade em enxergar quem foi ao banco para sacar dinheiro.
?Cobrança
Apesar de apoiar o conteúdo do projeto, o diretor do Sindicato dos Bancários Marcos Lenharo ressalta que não basta a aprovação dos parlamentares para que o projeto seja implementado na cidade. Restaria regulamentá-lo e, mais importante ainda, que haja fiscalização. Caso contrário, será mais uma lei fadada a não sair do papel.
?Em xeque
Como os projetos em pauta não são dos mais fortes, deve repercutir na tribuna da Câmara o erro da Semel na cotação dos tabulares de xadrez, o que elevou o preço às alturas. Conforme o JC divulgou, como os produtos não foram especificados no levantamento de preços que antecede a licitação, os gastos estimados foram muitas vezes superiores ao preço real.
?Maratona
A vice-prefeita Estela Almagro (PT) esteve ontem em São Paulo para acompanhar de perto o segundo turno. Antes, porém, passou dois dias em Campinas, onde a disputa estava ainda mais acirrada do que na Capital. Por lá, o petista Marcio Pochmann disputou com Jonas Donizette (PSB) e perdeu. "Das 11 cidades paulistas com segundo turno, disputamos em nove", disse.
?Festejando
Confortável com as pesquisas que previam a vitória de Fernando Haddad, Estela comemorou o que apontou como a maior vitória do PT. "É o centro da disputa nacional. Não só por ser uma das maiores capitais do mundo, mas porque governamos por duas vezes. Estamos retomando a gestão num momento muito delicado, em que os partidos se preparam para a disputa do governo do Estado", diz.
?Comentário
Ontem pela manhã, Pedro Tobias ainda acreditava na vitória de Serra e mais tarde seguiria até a Capital. Disse que, independentemente do resultado, José Serra é mais competente que Haddad e daria mais trabalho ao governador Geraldo Alckmin com seus inúmeros pedidos. Já em relação ao petista, acredita que ele corre o risco de sofrer o mesmo que Rodrigo Agostinho (PMDB), ou seja, apesar de contar com apoio do governo federal, ficará sem ele.
?Renovação
Bruno Covas, neto do ex-governador Mário Covas, é um nome tucano que tende a ganhar força em território paulista, segundo o deputado Pedro Tobias. De acordo com ele, quando se fala em renovação, trata-se do nome mais indicado no Estado de São Paulo. O deputado ainda minimizou o fato de Serra não ter sido eleito prefeito, cuja façanha conseguiu uma única vez mais, em 2006, e depois deixou o posto para concorrer ao governo do Estado.