09 de julho de 2026
Internacional

Governo sírio ataca no fim da trégua

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Damasco - No dia em que deveria terminar o frustrado cessar-fogo entre regime e oposição, forças do governo lançaram ontem seu mais duro ataque aéreo sobre a capital síria.

Ao menos 72 pessoas morreram ontem em todo o país, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, de oposição. A organização calcula que foram 500 os mortos nos quatro dias do feriado muçulmano de Eid al Adha, que seriam de trégua.

 

Cada lado culpa o outro

Um ativista da oposição disse à Reuters que o ataque com aviões destruiu “mais de cem prédios” e transformou bairros inteiros em desertos.

A TV estatal síria culpou “grupos terroristas armados” pela quebra do cessar-fogo em Aleppo, Homs e Deir al Zor, bem como por detonar dois carros-bomba em Damasco. Ao menos 10 pessoas, entre mulheres e crianças, teriam morrido num dos atentados.

Em comunicado, o regime de Bashar Assad, exigiu que o Conselho de Segurança da ONU condene os últimos “atos de terrorismo” no país.

“Os autores, os protetores e os financiadores (dos atentados) querem destruir a Síria, dividi-la e acabar com a sua unidade territorial”, disse a chancelaria síria na nota.

Em visita a Moscou, o enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, “lamentou profundamente” o não-cumprimento da trégua. “Esse apelo não foi ouvido no nível em que esperávamos, mas isso não vai nos desencorajar.”

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também se disse “profundamente decepcionado” com as duas partes. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, lamentou a quebra do cessar-fogo, mas disse ter esperanças numa futura trégua.