Rio - O ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o sistema de proteção da linha de transmissão Colinas-Imperatriz não funcionou e, por isso, o apagão da última sexta-feira propagou-se para uma área tão extensa.
Segundo o ministro, a proteção teria “isolado” o problema, mas foi detectada uma falha nesse sistema, que é de responsabilidade da Taesa (subsidiária da Cemig). “O sistema de proteção estava inoperante”, disse.
Sem a ação do sistema de segurança, a falha que ocorreu em um equipamento chamado de chave seccionadora resultou no desligamento de uma subestação, que foi desligada.
Tanto a falha na chave seccionadora como a causa do problema na subestação não foram ainda identificadas, segundo Zimmermann.
Na quarta-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), diz, apresentará seu relatório sobre o acidente, com os dados que estão sendo apurados. O ministro descartou a possibilidade de que um raio tenha caído sobre a linha de transmissão e ocasionado o problema. “Nunca houve raio.”
Um das possibilidade aventadas, diz, é a de uma falha humana tenha levado ao problema na seccionadora e no sistema de proteção.
O ministro disse ainda que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definirá se haverá punição à companhia responsável pela linha de transmissão e qual será a penalidade.
Segundo Zimmermann, é papel do órgão regulador fiscalizar e punir em casos de falhas como as que levaram ao apagão da última sexta-feira, que deixou Estados do Norte e Nordeste sem energia -em alguns locais, o serviço só foi restabelecido após cinco horas.
Zimmermann esteve na sede do ONS em reunião para avaliar o apagão com representantes do operador e da Aneel.