10 de julho de 2026
Nacional

Para jornais estrangeiros, vitória do petista traz nova fase para a esquerda

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A vitória de Fernando Haddad (PT) na disputa pela Prefeitura de São Paulo ontem ganhou algum destaque na imprensa internacional e o destino da população de São Paulo pelos próximos quatro anos gerou análises em diversos jornais pelo mundo.

Para o “New York Times”, o prefeito eleito sela uma nova fase para os partidos de esquerda da região. Segundo um boletim publicado pelo jornal, o petista ganhou a disputa beneficiado pela apatia do eleitor paulistano com a gestão Serra/Kassab. O jornal destacou ainda que, “assim como Lula, Haddad se comprometeu a derrubar o muro da vergonha que separa as partes ricas das áreas pobres de São Paulo”.

De acordo com o argentino “Clarín”, “A vitória de Haddad em São Paulo muda o cenário político do Brasil nos próximos dois anos. O que chama a atenção é a devastadora derrota de José Serra.” O diário argentino destaca, ainda, a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que fala da necessidade de o PSDB “se reaproximar das necessidades da população”.

“Haddad foi um candidato escolhido por Lula em uma operação arriscada, como a que elegeu a presidente Dilma”, escreveu ainda o espanhol “El País”.

Para o francês “Le Monde”, a vitória do petista representa “uma virada à esquerda na maior cidade do Hemisfério Sul” e destaca que o triunfo do PT na cidade desmente a crença de que o partido não vai bem nas grandes cidades brasileiras. O jornal chama a atenção também para a série de vitórias do PSB, presidido por Eduardo Campos, governador de Pernambuco.

Segundo o “Washington Post”, “Haddad começou a campanha desconhecido e com tímidas intenções de voto, mas conquistou a prefeitura da cidade com uma campanha agressiva e ajudado por Lula e Dilma”.

“Uma das maiores cidades do mundo resolveu trocar de comando”, resumem as linhas iniciais de uma reportagem do diário suíço “Thurgauer Zeitung”. Segundo a publicação, Haddad representaria tanto a maturidade do Partido dos Trabalhadores quanto o esvaziamento dos partidos de centro e de direita no Brasil.